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Santos vê revista fraca da PM e crê que bombas entraram escondidas em tênis

Lucas Musetti Perazolli e Gabriela Brino

Do UOL, em Santos (SP)

22/06/2023 04h00Atualizada em 22/06/2023 08h46

O Santos acredita que a "revista simples" da Polícia Militar gerou a confusão na derrota por 2 a 0 para o Corinthians na última quarta-feira, na Vila Belmiro.

O que aconteceu

O clássico foi encerrado aos 44 minutos do segundo tempo após os torcedores organizados arremessarem várias bombas no gramado.

A torcida organizada apoiou o time até os 40 minutos da etapa final, quando começou o protesto e o arremesso de bombas conhecidas como "batom". Ninguém ficou ferido.

Essas bombas são pequenas e geralmente guardadas pelos torcedores no tênis. A revista da PM inclui as roupas, mas não pede a retirada do calçado.

Os jogadores do Corinthians desceram para o vestiário no início do protesto, enquanto o elenco do Santos precisou esperar em campo. Numa primeira tentativa, uma bomba foi arremessada e houve recuo. Na sequência, os policiais dispersaram a organizada na arquibancada, e os santistas puderam descer.

O Santos reforçou o policiamento e entende que fez a sua parte na segurança da Vila Belmiro. A Polícia Militar não se manifestou até agora.

Bombas jogadas na Vila Belmiro, em clássico, são menor que um celular - Gabriela Brino/ UOL - Gabriela Brino/ UOL
Bombas jogadas na Vila Belmiro, em clássico, são menores que um celular
Imagem: Gabriela Brino/ UOL

Confusão fora do estádio

O conflito entre torcedores e policiais ficou para fora do estádio. Bombas, gás de pimenta e a cavalaria foram utilizados para acalmar os ânimos.

Quando as coisas pareciam mais calmas, os torcedores organizados se juntaram e tentaram furar o cerco da polícia para voltar ao estádio. A Tropa de Choque, porém, conteve o grupo.

Sob forte escola, o elenco do Santos conseguiu ir ao CT Rei Pelé, onde poucos torcedores estiveram presentes. Os jogadores puderam ir para casa com seus carros e sem maiores problemas.

Vem punição aí

A procuradoria-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) deve entrar com um pedido até sexta-feira para a interdição total da Vila Belmiro ou, pelo menos, jogos com portões fechados.

A Vila Belmiro já lidou com problemas de segurança na partida entre Santos e Corinthians pela Copa do Brasil de 2022, quando um torcedor invadiu o gramado e quase agrediu o goleiro Cássio.

A punição pode prejudicar o Santos já no jogo de domingo contra o Flamengo, novamente na Vila Belmiro, pelo Brasileirão

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