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Atlético-MG vê desrespeito e diz que protestos contra arbitragem são justos

Sérgio Batista Coelho, presidente do Atlético-MG, ficou muito incomodado com recepção na Argentina - Atlético
Sérgio Batista Coelho, presidente do Atlético-MG, ficou muito incomodado com recepção na Argentina Imagem: Atlético

Igor Siqueira

Do UOL, no Rio de Janeiro

18/07/2022 04h00

Os dirigentes do Atlético-MG estão em uma oposição declarada ao trabalho da comissão de arbitragem da CBF. O presidente Sérgio Coelho já enviou documentos, apareceu na CBF e nem assim obteve resposta que desejava de Wilson Seneme, presidente da comissão.

As reclamações do Galo já se estendem por semanas e incluem lances polêmicos, ausência de áudios e até uma acusação feita por Hulk contra o árbitro Anderson Daronco, dando conta de uma ameaça feita em campo. A não marcação de um pênalti na vitória sobre o Botafogo é o elemento mais recente na lista.

"Nossa insatisfação com a comissão de arbitragem é muito grande. Seneme não entrega os áudios que a gente pede e nem fala se vai ou não vai. Por que não colocam? O Atlético está se sentindo desrespeitado", diz Sérgio Coelho.

O Galo enxerga uma diferença de tratamento em relação a outros clubes e cita reações pós-jogo entre Palmeiras e São Paulo como exemplo. Os árbitros que estavam na cabine do VAR foram afastados após não checarem impedimento durante a revisão que gerou o pênalti para o tricolor e, consequentemente, a ida do confronto para os pênaltis: o São Paulo se classificou. Na mesma Copa do Brasil, o Atlético considera uma nuvem de incerteza sobre o segundo gol de Arrascaeta, do Flamengo, que decidiu o confronto pelas oitavas.

"Estamos pedindo o áudio do jogo contra o Avaí, há quase dois meses, até hoje ela não disponibilizou. Pedimos o áudio do jogo contra o São Paulo, domingo passado. Não disponibilizou. O áudio do segundo gol contra o Flamengo? Não sabemos direito quem deu o gol, como foi a decisão. No jogo de quinta, ele já disponibilizou. São dois pesos e duas medidas. O Seneme precisa vir a público esclarecer isso", disse Sérgio Coelho.

O presidente do Atlético-MG entende que é justificada a frequência de reclamações do clube direcionadas à arbitragem. E não se incomoda com críticas dos rivais por causa disso:

"Contra fatos não há argumentos. Estamos comprovando o que estamos reclamando. Por que suspende a equipe do Palmeiras x São Paulo e não suspende a equipe do VAR do Atlético-MG x São Paulo? É um fato. Por que o Seneme ou Daronco não vem a público explicar a suposta ameaça? Por que não vem? É um fato. Quando existem fatos, não tem o que se discutir. Não é querer pressionar. Mas não recebemos os áudios. É fato. Vou ficar calado? As nossas reclamações são baseadas em fatos".

O Galo montou um vídeo no qual compara lances de marcações durante o Brasileirão e considera que já deixou de ganhar oito pontos.

O presidente atleticano foi à CBF antes do jogo contra o Flamengo, pela Copa do Brasil, na semana passada. Mas a agenda não bateu com a de Seneme. O chefe da arbitragem nacional estava fora do prédio, em um evento com presidentes das comissões estaduais. A visita do Atlético não atingiu o objetivo principal.

"Fomos atendidos e muito bem atendidos pelo diretor de competições, Júlio Avellar. Mas continua no silêncio. Ninguém da comissão fala nada. Ednaldo tem feito o que pode. Mas infelizmente a comissão de arbitragem não tem dado atenção", acrescentou o dirigente do Galo, eximindo o presidente da CBF de culpa.

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