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Atraso no passaporte europeu de Vini Jr. pode ser problema para o Real

Vini Jr. chegou ao Real Madrid em 2018 e já poderia ter dupla cidadania. - Mario Hommes/ Getty Images
Vini Jr. chegou ao Real Madrid em 2018 e já poderia ter dupla cidadania. Imagem: Mario Hommes/ Getty Images

Do UOL, em São Paulo

10/06/2022 16h04

A demora para a obtenção do passaporte europeu de Vinicius Junior pode afetar diretamente os planos do Real Madrid na janela de transferência. Isso porque, o regulamento da LaLiga permite que os times tenham apenas três extracomunitários, ou seja, jogadores da América, Ásia ou europeus fora da União Europeia (Reino Unido, por exemplo). No caso do Real, essas vagas estão sendo preenchidas por Eder Militão, Rodrygo e Vini Jr. As informações são do jornal espanhol As.

Por causa da regra, não há espaço para um possível retorno do japonês Kubo e o brasileiro Reinier, emprestados ao Mallorca e ao Dortmund, respectivamente. O Real também não pode pensar na contratação de nenhum estrangeiro, como de Gabriel Jesus ou o britânico Sterling, que já foram especulados no clube.

Vinícius Jr. chegou à Espanha em 2018. Pelo regulamento, estaria apto a receber o documento após morar dois anos no país. Mas a pandemia do coronavírus atrasou os processos junto ao governo. Segundo o As, o jogador e o clube já entregaram toda a documentação necessária há muito tempo, mas o ok do governo ainda não veio.

O jornal informou que todos os processos de nacionalização na fila do Ministério da Justiça sofreram desaceleração desde março passado. Existem inúmeras solicitações na fila, entre elas a de Vinícius Jr. A pasta assegurou ao jornal que o engarrafamento vem diminuindo nas últimas semanas.

Outros brasileiros na fila

Eder Militão e Rodrygo chegaram na temporada de 2019 e também já estão aptos a obter o passaporte espanhol. Mas se a resolução de Vinicius, enviada muito antes, ainda não chegou, o clube entende que a deles ainda vai demorar. Neste momento, a prioridade é receber a documentação de Vinícius para abrir vaga para pelo menos mais um jogador extracomunitário.

No caso de Ranier, que está morando na Alemanha, o processo também teria que começar praticamente do zero.