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Como está promessa do Inter que foi jogar nos EUA com Miguel Ángel Ramírez

Vinicius Mello, ex-Inter, atacante do Charlotte FC, dos Estados Unidos - Divulgação/Charlotte FC
Vinicius Mello, ex-Inter, atacante do Charlotte FC, dos Estados Unidos Imagem: Divulgação/Charlotte FC

Marinho Saldanha

Do UOL, em Porto Alegre

13/05/2022 12h00

Era dezembro do ano passado e o Internacional anunciava que os direitos de uma de suas principais promessas da base estavam vendidos. Vinicius Mello, com 19 anos e apenas 13 jogos pelo time principal, foi negociado com o Charlotte FC, clube para o qual foi indicado pelo técnico Miguel Ángel Ramírez. Quase meio ano depois, ele ainda não conseguiu estrear, mas está entusiasmado com o futuro nos Estados Unidos.

"Quando eu estava no Inter tive uma lesão que me tirou do resto da temporada 2021. Quando fui negociado, ainda estava lesionado. Chegando no Charlotte precisei fazer outra cirurgia, pois a primeira cirurgia que eu fiz no Brasil não foi bem-sucedida. Agora, graças a Deus, deu tudo certo e estou perto de voltar ao campo", contou Mello ao UOL Esporte.

A cirurgia citada por ele ocorreu em setembro de 2021, após o diagnóstico de fratura no pé esquerdo. O período de recuperação previsto na época era de quatro meses.

"Mesmo não tendo jogado ainda, estou aprendendo muitas coisas no dia a dia, está sendo muito positivo para mim. Além da cultura do país ser diferente, também tenho contato com jogadores de diversos lugares do mundo, são coisas que agregam para mim", contou entusiasmado sobre o futuro.

Depois de cumprir toda recuperação, o atacante foi integrado ao grupo durante os treinamentos do Charlotte FC durante a semana, mas ainda não está disponível para o jogo de amanhã (14), contra o Montréal.

Parceria com Ramírez e visão sobre a MLS

Vinicius Mello com Miguel Ángel Ramírez em jogo da NBA  - Arquivo Pessoal - Arquivo Pessoal
Imagem: Arquivo Pessoal

A contratação aconteceu muito pela relação com Miguel Ángel Ramírez. Vinicius foi treinado pelo espanhol no Colorado na temporada 2021 e a relação que o levou aos Estados Unidos segue intacta, dentro e fora de campo.

"Minha relação é boa, o trabalho está sendo excelente, estamos conquistando bons resultados até agora", contou.

O Charlotte FC ocupa o oitavo lugar entre 14 participantes da Conferência Leste da MLS. Sete clubes se classificam para os playoffs. Esta é a primeira temporada da franquia na Liga.

"Aqui você tem mais tempo para trabalhar e isso ajuda muito", disse sobre o trabalho de Ramírez, em comparação ao que houve no Brasil, onde o treinador foi demitido do Inter após três meses de trabalho.

"Vejo que é uma Liga muito bem organizada e equilibrada, todos os times têm muita qualidade. Os estádios são de primeira linha, sempre com grande presença da torcida. A Liga tem tudo para crescer ainda mais", completou.

Enquanto no Brasil há dúvidas sobre competitividade do futebol nos Estados Unidos, Mello explica que o jogo é mais rápido do que por aqui, e bastante forte.

"Muito competitivo, quase todas as equipes têm o mesmo nível de qualidade. A principal diferença para o Brasil é a questão física, aqui o jogo é mais físico e rápido", explicou.

Base do Inter e futuro

Vinicius Mello (centro) durante treinamento do Charlotte FC - Divulgação/Charlotte FC - Divulgação/Charlotte FC
Imagem: Divulgação/Charlotte FC

Vinicius Mello subiu ao principal do Inter antes da maioria de seus colegas de base. A razão para isso foram os gols e ótimos jogos pelos times inferiores. Porém, na equipe de cima não teve tempo para atingir o nível esperado. Ainda assim, carrega boas lembranças do clube, do qual é torcedor desde pequeno.

"Acho que a pressão e a cobrança fazem parte do futebol, em qualquer lugar vai existir e vai do jogador saber lidar com isso de uma maneira que faça ele evoluir", contou sobre a pressão aos jogadores que sobem da base.

"Meu sentimento pelo Inter é de gratidão, por tudo que vivi dentro do clube, onde cresci e estava desde os 9 anos. Sou torcedor do Inter desde pequeno, então acompanho muito os jogos e torço muito pelos meus ex-colegas e amigos que ainda estão lá", explicou.

O futuro é o Charlotte, mas o sonho está na Europa. Segundo ele, a meta inicial é conseguir se firmar nos Estados Unidos, mas usar a passagem como ponte para o Velho Continente.

"Primeiramente quero jogar muito pelo Charlotte, poder retribuir todo o esforço e cuidado que eles tiveram na minha lesão. E depois, se Deus quiser e se tiver oportunidade, quero realizar esse sonho de jogar na Europa", finalizou.

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