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Íbis, 'o pior do mundo', ganha patrocínio de time grande e ajuda até rivais

O Íbis, time pernambucano considerado o pior do mundo, vive dias vitoriosos com patrocínio inédito - Divulgação/Íbis
O Íbis, time pernambucano considerado o pior do mundo, vive dias vitoriosos com patrocínio inédito Imagem: Divulgação/Íbis

Adriano Wilkson

Do UOL, em Recife*

22/01/2022 08h55Atualizada em 22/01/2022 15h30

Sport, Santa Cruz e Náutico reúnem juntos mais de 3 milhões de torcedores, mas foi o Íbis, que atrai não mais que um punhado de fiéis a seus jogos na região metropolitana de Recife, o responsável pela maior façanha do futebol pernambucano nos últimos anos.

Famoso por figurar nas páginas do Guinness como o time a ficar mais tempo sem vencer um jogo oficial (3 anos e 11 meses nos anos 80), o Íbis tem vivido dias estranhos e vitoriosos desde que recebeu o aporte inédito de uma casa de apostas esportivas da Suécia. A Betsson, além de estampar a camisa rubro-negra do "pior time do mundo", patrocina também o Campeonato Pernambucano, que começa hoje com Náutico x Íbis, no Estádio dos Aflitos.

A injeção financeira levou o clube, tocado pela mesma família há décadas, de volta à primeira divisão do Estadual depois de 22 anos, após um sofrido acesso no ano passado. "Quando apresentamos a ideia de patrocinar o pior time do mundo, os europeus acharam que a gente tinha ficado louco", brincou André Gelfi, sócio-diretor da Betsson no Brasil. "Mas logo entenderam a oportunidade que a gente tinha de se aproximar de um nome que é conhecido em todo o país e tem grande engajamento nas redes sociais."

Na campanha que anunciou a parceria, a empresa utilizou os jogadores do clube para vender a ideia de que até os atletas do "pior time do mundo" agora podem participar de torneios como a Liga dos Campeões, através de apostas. A campanha ganhou dois prêmios no festival "El Ojo de Iberoamérica".

Com o dinheiro inédito, o Íbis agora pode pagar salário a seus jogadores, que também têm alimentação adequada e se concentram antes dos jogos, algo que dificilmente acontecia antes.

A ligação da casa de apostas com o Íbis, oficializada em junho do ano passado, aproximou os europeus da Federação Pernambucana, que anunciou há uma semana a venda dos "naming rights" do Pernambucano à Betsson.

O valor do acordo não foi divulgado, mas deve girar em torno de R$ 700 mil, de acordo com a imprensa local. Uma parte do aporte será usada para algumas melhorias no campeonato, como a contratação do árbitro de vídeo na fase final da competição.

O repasse ilustra o apetite do mercado de apostas esportivas pelo marketing do futebol. Se a Betsson estampará o uniforme do Íbis, a BetNacional terá seu nome na camisa dos três grandes do Estado, Náutico, Santa Cruz e Sport.

Náutico e Íbis se enfrentam hoje às 16h30, com transmissão da Globo (para Pernambuco) e Sportv.

* O jornalista viajou a Recife a convite da Betsson.

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