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Juiz encerra jogo 2 vezes antes do tempo e causa confusão na Copa Africana

Árbitro encerra partida entre Tunísia e Mali, pela Copa Africana de Nações, duas vezes antes dos 90 minutos - Reprodução/YouTube
Árbitro encerra partida entre Tunísia e Mali, pela Copa Africana de Nações, duas vezes antes dos 90 minutos Imagem: Reprodução/YouTube

Do UOL, em São Paulo

12/01/2022 13h09

O confronto entre Tunísia e Mali, pela Copa Africana de Nações, foi marcado mais pelas decisões do árbitro do que pelo espetáculo em campo. A seleção malinesa saiu vitoriosa por 1 a 0 de uma partida que foi encerrada duas vezes pelo zambiano Janny Sikazwe.

O árbitro apitou o final do jogo inicialmente aos 40 minutos do segundo tempo, gerando uma confusão no gramado. As equipes tinham retornado de uma pausa para descanso e o relógio aparentemente não foi interrompido, de acordo com o jornal 'Daily Mail'.

Sikazwe procurou ajuda na lateral de campo e corrigiu seu primeiro erro, retomando o embate. Dois minutos depois, ele expulsou um jogador de Mali com um cartão vermelho direto, ignorando um aviso posterior do VAR de que a infração deveria ser punida apenas com o amarelo.

Além disso, o árbitro finalizou a partida mais uma vez antes de transcorridos os 90 minutos totais (assista abaixo). A decisão não levou em consideração nenhuma das paradas do segundo tempo, inclusive duas checagens do árbitro de vídeo.

Sem nenhum acréscimo, a seleção da Tunísia pressionou a arbitragem e a segurança precisou entrar em ação. Os agentes fizeram uma barreira em torno de Sikazwe e o escoltaram na saída de campo.

O gol da partida foi marcado por Ibrahima Koné, de pênalti, aos três minutos do segundo tempo. Os tunisianos ainda desperdiçaram uma cobrança de penalidade, com Wahbi Khari, aos 32 minutos da etapa final, que igualaria o placar. O confronto foi válido pela primeira rodada do Grupo F do torneio.

Horas antes do duelo começar, o treino da seleção de Mali foi suspenso devido a um tiroteio entre separatistas e a força de segurança do Camarões. De acordo com a agência 'Cameroon News', duas pessoas morreram. A competição, sediada no país, é ameaçada por um conflito armado que dura desde 2016.

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