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Conflito separatista é ameaça à Copa Africana de Nações no Camarões

Mahrez, capitão da Argélia, com o troféu da Copa Africana de Nações de 2019 - NurPhoto/NurPhoto via Getty Images
Mahrez, capitão da Argélia, com o troféu da Copa Africana de Nações de 2019 Imagem: NurPhoto/NurPhoto via Getty Images

Colaboração para o UOL, em São Paulo

03/01/2022 11h04

Classificação e Jogos

No próximo domingo (9), às 13h (de Brasília), a seleção camaronesa enfrenta Burkina Faso no jogo que marca a abertura da Copa Africana de Nações 2021 - adiada no ano passado por conta da pandemia do novo Coronavírus. A competição, sediada em Camarões, é ameaçada por um conflito armado que teve início em 2016.

Os conflitos envolvendo grupos que pleiteiam a formação de um estado chamado Ambazônia já mataram mais de três mil pessoas. Os separatistas prometem interromper a competição, que terá seis estádios como sede.

A principal preocupação é a cidade de Limbe, onde fica o estádio Omnisport. A cidade litorânea receberá partidas do Grupo F da competição, que tem Tunísia, Mali, Mauritânia e Gâmbia. Tunisianos e malineses fazem o primeiro jogo, no dia 12 de janeiro.

A cidade vizinha à Limbe, Buea - que é a capital da região -, foi atacada duas vezes no último mês de novembro. Um dos ataques, com explosões em uma universidade, deixou 11 feridos. Buea também receberá algumas seleções do Grupo F, como local de treinamento.

Apesar das ameaças e do recente crescimento de ataques com explosivos improvisados, o governo local garante que a competição seguirá de forma tranquila e tem reforçado a segurança em estradas e pontos estratégicos do país.

"A Copa Africana de Nações vai ocorrer em condições muito boas. Não há motivos para preocupação", declarou Emmanuel Ledoux Engamba, funcionário do governo de Fako, região em que fica Limbe e Buea.

Por outro lado, a população não tem o mesmo senso de segurança e teme o aumento no número de ataques com bombas por conta do início do torneio.

"Meu medo é que o fenômeno recente de explosões de bombas que têm acontecido em outras partes se torne algo comum durante este período da Copa Africana das Nações", disse o jornalista local Honore Kuma à Reuters.

Mais preocupações

Além da falta de segurança, o torneio é envolvido por outras preocupações, como a possível escalada de infectados pela variante Ômicron da covid-19 em uma região que registra apenas 2,3% da população completamente vacinada, e problemas com a conclusão das obras em alguns estádios.

Além de Limbe, as cidades de Douala, Bafoussam, Garoua e Yaoundé - capital do país, com dois estádios - também sediam a Copa Africana de Nações. A final está marcada para o dia 6 de fevereiro, em Yaoundé.

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