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Cruzeiro não assinou contrato de Fábio antes de venda para Ronaldo; entenda

Victor Martins

Colaboração para o UOL, em Belo Horizonte (MG)

06/01/2022 04h00

No dia 12 de novembro do ano passado, o Cruzeiro divulgou a renovação de contrato do goleiro Fábio por mais uma temporada. Então com 973 jogos, ele entrou em campo em mais três oportunidades pela Série B do Brasileiro e, aos 41, como atleta com mais partidas na história do clube, entendeu que realizaria o sonho de jogar 1.000 vezes com a camisa estrelada. Mas a história que se iniciou em 2000 e foi retomada em 2005 chegou ao fim menos de dois meses depois daquele anúncio.

O acordo firmado por Fábio em novembro de nada valeu: o documento não foi assinado pela outra parte interessada na história. Na época o futebol da Raposa ainda era administrado pelo presidente Sérgio Santos Rodrigues, que não avalizou o documento. Assim, fora os pots nas redes sociais do clube, Fábio não tem como provar que estendeu vínculo com o clube até dezembro de 2022.

No texto de despedida em que comunicou sua saída do clube, Fábio confirmou que realmente não tem nenhum documento assinado. "A renovação do meu contrato foi acertada com o clube, através do presidente Sérgio Santos Rodrigues em novembro de 2021, que inclusive anunciou publicamente, faltando apenas a assinatura dos documentos negociados".

O fato de não ter um contrato assinado deixou a gestão da Sociedade Anônima do Futebol (SAF) em situação mais segura para tomar a decisão de não fechar com Fábio agora. No caso do goleiro, a dívida que o clube tem com ele —superior a R$ 10 milhões— também pesou. Por mais que o ex-camisa 1 do Cruzeiro se mostrasse disponível para renegociar os valores e forma de pagamento, a SAF evitou qualquer relação trabalhista com o atleta ao não assumir o documento.

Mas Fábio não foi o único que passou por essa situação. O mesmo aconteceu com os reforços contratados antes da venda do futebol para a SAF. Para segurança do clube, os atletas assinaram os respectivos contratos e todos foram anunciados de forma oficial. Porém, nenhum deles recebeu o documento de volta com as assinaturas dos responsáveis pelo futebol celeste, como informou a Rede 98 e confirmou o UOL Esporte.

Como os jogadores não têm o contrato assinado por ninguém do clube, a SAF se encontrou em situação muito cômoda para sentar e renegociar valores ou até mesmo dispensar quem foi contratado para 2022. Isso explica o motivo de o estafe do zagueiro Sidnei anunciar que o jogador entraria na Justiça, após ser comunicado de que o Cruzeiro não pagaria os valores combinados anteriormente, e dias depois ele acertar um novo contrato.

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