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Seleção planeja cinco amistosos pré-Copa, mas adversário europeu é problema

Juninho Paulista, coordenador da seleção brasileira - Lucas Figueiredo/CBF
Juninho Paulista, coordenador da seleção brasileira Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Igor Siqueira

Do UOL, no Rio de Janeiro

30/10/2021 04h00

Com a classificação à Copa do Mundo perto de ser confirmada e já anunciada a sede para o último jogo pelas Eliminatórias em casa, a comissão técnica da CBF já vislumbra a organização dos amistosos para 2022. A ideia é fazer pelo menos cinco partidas preparatórias para o Mundial do Qatar: três em junho e duas em setembro. Só que o objetivo de buscar um adversário da Europa segue complicado.

O número pode saltar para seis se o Brasil cair em um grupo da Copa cuja estreia seja a mais tarde possível — geralmente G ou H. O sorteio da competição foi marcado pela Fifa para 1º de abril.

A volta dos amistosos na agenda da seleção coloca de volta ao tabuleiro a Pitch, empresa com quem a CBF tem contrato para exploração comercial dos jogos. E dessa equação fazem parte não só os adversários, mas também os locais dos jogos. Fazer amistosos no Brasil está fora de cogitação. A tentativa da CBF é, por questões logísticas, tentar marcar algo na Europa, mesmo que o adversário seja de outro continente.

Em relação aos oponentes, falta espaço na agenda dos europeus porque há jogos da Nations League marcados tanto para junho de 2022 — quatro rodadas — quanto para setembro — mais duas rodadas. A CBF tem uma seleção em vista, mas ainda mantém a negociação em sigilo.

Durante a convocação para os jogos do Brasil nas Eliminatórias contra Colômbia e Argentina, Tite chegou a dizer que gostaria de enfrentar Bélgica, que eliminou a seleção da Copa 2018, e Itália, atual campeã da Eurocopa.

"Bélgica, o primeiro, por uma questão de orgulho próprio, não adianta ficar escolhendo. O segundo? Itália. Por que? Porque um nos retirou da Copa num jogo que eu queria oportunidade de no mínimo prorrogação. Depois a Itália, que foi campeã".

Juninho Paulista, coordenador da seleção, trouxe um cenário mais realista que vem acoplado ao pessimismo.

"Até na última convocação o Tite nos colocou na parede pedindo amistoso contra europeias. Não depende da gente. Eu também quero, o problema é o calendário europeu. Temos Eliminatórias até março. Em junho e setembro, vão ter jogos da Nations League. É nossa vontade jogar contra europeus e outros continentes, mas europeus não têm datas para acontecer os jogos", reforçou.

O último amistoso do Brasil contra seleção da Europa foi em março de 2019, quando venceu a República Tcheca por 3 a 1. Desde então, a seleção fez amistosos contra Qatar, Honduras, Colômbia, Peru, Senegal, Nigéria, Argentina e Coreia do Sul.