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Superliga: JP Morgan admite que 'julgou mal' impacto do torneio

Fachada do prédio da JP Morgan, um dos maiores bancos do mundo; instituição iria financiar Superliga - John Smith/VIEW press via Getty Images
Fachada do prédio da JP Morgan, um dos maiores bancos do mundo; instituição iria financiar Superliga Imagem: John Smith/VIEW press via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

23/04/2021 07h58Atualizada em 23/04/2021 09h26

O banco norte-americano JP Morgan, que financiaria a Superliga em um valor aproximado de 4 bilhões de euros (R$ 26 bilhões), admitiu que "julgou mal" o impacto do projeto no cenário do futebol mundial.

Em comunicado enviado à EFE por um porta-voz, a instituição revelou ainda que vai "aprender" com a experiência.

"Claramente julgamos mal como este acordo seria visto no conjunto da comunidade futebolística e o que impacto disto no futuro. Vamos aprender com isto", revelou o JP Morgan.

O incentivo à criação da Superliga, além de irritar os amantes do futebol, também afetou os investidores: desde o fim de semana passado, as ações do banco caíram mais de 5% (de 85 dólares para 80 dólares).

O que é a Superliga?

Na prática, a Superliga seria um torneio continental com a participação de 20 clubes, dos quais 12 (os fundadores) não precisariam se classificar nem seriam rebaixados. A competição faria frente com a Liga dos Campeões e seria controlada por times, não mais por instituições como Fifa e Uefa.

Os clubes envolvidos foram Atlético de Madri, Barcelona e Real Madrid (Espanha), Internazionale, Juventus e Milan (Itália), Arsenal, Chelsea, Liverpool, Manchester City, Manchester United e Tottenham (Inglaterra). Destes, só Real, Barça e Juve não se desligaram oficialmente, mas aceitaram a derrota.

Em cerca de 48 horas, todo o sistema planejado para o torneio bilionário ruiu. Os times ingleses foram os primeiros a saltar do barco, o que foi suficiente para que outros times fizessem o mesmo entre terça (20) e quarta-feira (21).

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