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Liga Europa - 2019/2020

Zagueiro que decidiu Liga Europa é desejado por Klopp e monitorado por Tite

Diego Carlos comemora o gol decisivo da final da Liga Europa, marcado de bicicleta a 15 minutos do final - Alexander Hassenstein - UEFA/UEFA via Getty Images
Diego Carlos comemora o gol decisivo da final da Liga Europa, marcado de bicicleta a 15 minutos do final Imagem: Alexander Hassenstein - UEFA/UEFA via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

21/08/2020 18h15

O jogador brasileiro mais desejado desta janela de transferências não é Neymar, Casemiro, Alisson, Philippe Coutinho ou qualquer outro que tenha uma longa história com a camisa canarinho: é Diego Carlos, de 27 anos, o zagueiro cuja bicicleta fechou o placar por 3 a 2 da final da Liga Europa na tarde de hoje (21) e deu o título ao Sevilla sobre a Inter de Milão.

O zagueiro vem sendo disputado por gigantes da Europa. E mesmo sem nunca ter sido convocado por Tite ou por seus antecessores na seleção brasileira, é monitorado pela comissão técnica da CBF, que já o assistiu in loco e faz acompanhamento constante de seu desempenho.

Bastou uma temporada defendendo o Sevilla para Diego Carlos entrar na lista de compras para a próxima temporada de equipes acostumadas a brigar no topo dos campeonatos que disputam, como Manchester City, Liverpool, Bayern de Munique e Arsenal.

De acordo com o jornal espanhol "Sport", o clube andaluz pretende encher os cofres com o zagueiro e não deve negociá-lo por um valor muito abaixo da sua cláusula rescisória, que é de 75 milhões de euros (R$ 468,7 milhões).

E os números ajudam a explicar o tamanho da ambição financeira do Sevilla e também as razões pelas quais o defensor brasileiro chamou a atenção de tantos clubes do primeiro escalão do Velho Continente.

Depois da chegada de Diego Carlos, o número de gols sofridos pelo Sevilla caiu quase 30%. Foram 34 bolas nas redes no Campeonato Espanhol 2019/2020, contra 47 na temporada anterior.

De acordo com o "WhoScored?", site especializado em estatísticas, o brasileiro venceu mais disputas no jogo aéreo que Sergio Ramos, do Real Madrid (média de 2,8 por jogo, contra 2), e roubou mais bolas que Gerard Piqué, do Barcelona (1 por partida, contra 0,9).

Com passagem pelas categorias de base do São Paulo, Diego Carlos desembarcou na Europa em 2014, aos 21 anos, e construiu praticamente toda sua trajetória como profissional no Velho Continente.

Foram dois anos atuando em Portugal (Estoril Praia e Porto B) e três temporadas vestindo a camisa do Nantes, da França, até ser contratado em julho passado pelo Sevilla, por 15 milhões de euros (R$ 94 milhões).

No seu primeiro (e talvez único) ano na Espanha, Diego Carlos participou até o momento de 41 partidas oficiais e marcou dois gols.

De acordo com o site "Transfermarkt", especializado no mundo das transferências, seu valor de mercado atual está estimado em 50 milhões de euros (R$ 314 milhões) e é o maior do elenco junto ao meia-atacante argentino Lucas Ocampos.

Maior campeão da história da Liga Europa, com seis títulos (dois deles conquistados ainda quando a competição se chamava Copa da Uefa), o Sevilla levantou o troféu mais recente após vitória de virada sobre a Internazionale.

Diego Carlos começou no papel de vilão e cometeu pênalti em Lukaku logo aos quatro minutos. Foi o terceiro pênalti que ele cometeu nesta reta final de Liga Europa: já tinha feito a mesma coisa nas quartas de final contra o Wolverhampton (ING) e na semifinal contra o Manchester United. O brasileiro ainda cometeu a falta que culminaria no segundo gol da Inter de Milão; mas depois compensou tudo com uma bicicleta — a bola ainda bateu em Lukaku antes de entrar.

Errata: o texto foi atualizado
Ao contrário do informado inicialmente, Diego Carlos não é "esnobado" pelo técnico da seleção brasileira, Tite. O jogador vem sendo monitorado pela comissão técnica da CBF.