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Pet recorda gol de falta no Fla após 19 anos: "Mais emocionante que BR-09"

Petkovic comemora o seu gol, o terceiro do Flamengo e o gol do título - Ana Carolina Fernandes/Folhapress
Petkovic comemora o seu gol, o terceiro do Flamengo e o gol do título Imagem: Ana Carolina Fernandes/Folhapress

Leo Burlá

Do UOL, no Rio de Janeiro

27/05/2020 04h00

Lá se vão exatos 19 anos desde que Petkovic entrou para a eternidade rubro-negra. Do momento em que a bola tocou a rede do vascaíno Helton, em 27 de maio de 2001, aos 43 minutos do segundo tempo, o sérvio virou herói do tricampeonato carioca do Flamengo e o lance ainda permanece vivo na sua cabeça (assim como na de milhões de pessoas).

Ao UOL Esporte, o camisa 10 da Gávea revirou o baú das memórias para recordar aquele instante. Eleito em pesquisa do jornal "O Globo" como o 9º maior ídolo rubro-negro, Pet, hoje comentarista do Esporte da Globo, disse que o tri teve um componente diferente em relação ao título do Brasileiro de 2009, quando também foi peça-chave para a volta olímpica.

"Não acho que seja mais importante. É mais emocionante. Algo completamente diferente: um gol no fim do jogo, contra um rival, e ainda mais como foi. Mas o título do Campeonato Brasileiro é muito importante, porque o Flamengo voltou a ganhar depois de 17 anos. E com uma importância enorme pela forma como aconteceu aquela conquista e a minha volta ao Flamengo. Acho que é uma coroação da minha carreira. Eu tive uma participação muito positiva, dei uma contribuição grande, junto com outros atletas", lembrou.

O ídolo sabe da importância daquele momento e admite que aquela falta transformou para sempre a sua vida. De contratação mais cara da história do clube (à época), o "gringo" superou a desconfiança de boa parte da torcida e assegurou um lugar eterno na "calçada da fama" vermelha e preta:

"Minha vida e minha carreira foram afetadas positivamente por este golaço em 2001. A importância para mim é muito grande. Sou muito identificado com ele, me vinculou ao Flamengo de uma forma especial, por ser uma final, um jogo muito difícil, um clássico. É um momento afetivo para os torcedores e tenho certeza de que vai continuar sendo por muitos anos."

Pet adotou o Rio como casa e ganhou uma "Nação" como família. Longe do país natal, o craque não cansa de reviver o momento que mudou o seu caminho. Embora o final do filme seja conhecido, ele afirma que não se cansa de rever a sua mais célebre obra.

"Rever este gol sempre arrepia. Foi visto e revisto milhares de vezes, mas quando você pensa na situação do jogo naquele momento, fazendo uma viagem no tempo, realmente é de emocionar", disse.

A emoção por escrever uma das páginas mais felizes de uma história de 124 anos não desbota, mesmo que o tempo insista em passar. Com a autoridade de quem está na posteridade, Pet sabe que clássicos não envelhecem.

"É um dos gols que mais passam na televisão", finalizou.

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