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Palmeiras é o único do Trio de Ferro a fechar 2019 com superávit no balanço

Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras - Cesar Greco/Ag. Palmeiras
Maurício Galiotte, presidente do Palmeiras Imagem: Cesar Greco/Ag. Palmeiras

Eder Traskini e José Eduardo Martins

Do UOL, em Santos e São Paulo

30/04/2020 04h00

O Palmeiras deve publicar o seu balanço de 2019. O clube renegociou dívidas trabalhistas e contou com a venda de atletas para fechar a temporada com superávit de R$ 1,7 milhão. Tal número contrasta com a realidade dos arquirrivais da capital. O São Paulo fechou suas contas do ano passado com saldo negativo de R$ 156 milhões, enquanto o Corinthians tinha projeção de R$ 144,8 milhões de déficit.

Alguns pontos podem explicar essa vantagem do Palmeiras nas finanças em relação aos arquirrivais. O clube tem um contrato de patrocínio muito mais vantajoso. O valor fixo anual para a Crefisa vincular a sua marca e a da Faculdade das Américas ao Alviverde gira em torno de R$ 81 milhões por temporada — no total obteve R$ 119,3 milhões de publicidade e patrocínio.

São Paulo e Corinthians não chegam nem perto de tais cifras — o Tricolor recebeu de toda publicidade e propaganda em 2018 o valor de R$ 23,2 milhões. Além disso, o clube recebeu R$ 216,8 milhões com direitos de transmissão e teve boa arrecadação em suas partidas em casa — R$ 61,7 milhões.

O Alviverde também mudou um pouco a sua estratégia de atuação no mercado da bola. O clube passou a ser um pouco mais cauteloso e gastou e não buscou tantas peças para se reforçar como em temporadas anteriores.

Vale destacar, porém, que o Santos fechou o ano de 2019 no azul, com superávit de R$ 23,5 milhões. O número, porém, se dá ainda pela venda do atacante Rodrygo ao Real Madrid. Os espanhóis pagaram 45 milhões de euros pela promessa santista ainda em 2018, mas o pagamento foi parcelado e só entrou no balanço de 2019 — e na totalidade.

O Peixe fechou o ano de 2018 com R$ 77 milhões de déficit justamente por conta da primeira parcela paga pelo Real Madrid por Rodrygo não ter sido computada. Tais contas foram reprovadas pelo Conselho Deliberativo do Santos e uma reunião que votaria um possível processo de impeachment do presidente José Carlos Peres foi adiada devido à pandemia do novo coronavírus.

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