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Por que Romário topou reencontro com CBF em jogo festivo de 1994

Romário posa com Rogério Caboclo antes da partida contra a Itália - Lucas Figueiredo/CBF
Romário posa com Rogério Caboclo antes da partida contra a Itália Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Marcel Rizzo

Do UOL, em Fortaleza (CE)

09/01/2020 21h16

Romário protagonizou o tetracampeonato mundial em 1994. Desde então, o ex-centroavante se afastou da cúpula da Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e não hesitou em criticar publicamente a entidade responsável por comandar o futebol nacional. Hoje (09), no Presidente Vargas, em Fortaleza, o Baixinho deu uma trégua e explicou o motivo de vestir a camisa da seleção no reencontro com a Itália, 25 anos depois.

"Meus companheiros me chamaram e vim amarradão. É um momento histórico, para o Brasil, para a Itália, para o futebol mundial. Estou feliz, reencontrar jogadores que viraram amigos para sempre. Para minha história, para os meus filhos verem, é muito bom estar aqui", destacou o camisa 11 do tetra.

"Conversei uns 10 minutos com o presidente [Rogério Caboclo], com o Walter, disse a ele que fiquei feliz de ser convidado e ele agradeceu, foi nesse tom a conversa. O Jorginho me ligou, o Ricardo Rocha, esse pessoal me ligou e me falou que seria importante estar aqui", afirmou.

O ex-jogador evitou qualquer polêmica com a administração. Romário se afastou do Senador Romário por uma noite, a fim de recordar o histórico jogo que deu a quarta estrela para a seleção brasileiro.

"Não tem nada a ver com minha relação de senador com CBF. Está aqui o ex-jogador de futebol, que foi campeão do mundo e que fez história com a seleção. Estou aqui para dar chance a uma geração que nunca viu, não o Romário de 25 anos atrás claro, mas pelo menos ver essa geração vitoriosa. Importante ter esse jogo para uma geração que nunca viu", disse.

O tom ameno adotado por Romário também foi abraçado pela confederação. Rogério Caboclo, que conversou com o Baixinho antes de a bola rolar, comemorou a presença do grande nome do título mundial.

"Nunca peço nada em troca, nem para ele, nem para ninguém. Ele sabe disso, minha índole é isso. É um privilégio ter o Romário em campo. Ele é um grande idolo, grande artilheiro, um cara de um momento histórico da seleção, a presença dele aqui é super importante, falei isso para ele. Relações pessoais estão fora disso", comentou o presidente da CBF.

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