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Escondido a sete chaves, Jesualdo sempre foi 1ª opção de cartola do Santos

Eder Traskini

Colaboração para o UOL, em Santos

08/01/2020 04h00

O Santos ficou 13 dias sem treinador entre a saída de Jorge Sampaoli e o anúncio de Jesualdo Ferreira. Nesse período, muitos nomes foram especulados no Peixe, mas, na realidade, Jesualdo era opção A do cartola que estava na linha de frente das negociações: William Thomas.

Com o aval do presidente José Carlos Peres, o superintendente de futebol viajou para Portugal por Jesualdo tão logo recebeu sinalização positiva do experiente treinador. O cuidado foi redobrado para evitar o vazamento do nome e somente a mais alta cúpula do clube, cerca de mais três pessoas, sabia sobre o desejo por Jesualdo.

Nesse meio tempo, o Peixe despistou prometendo analisar outros nomes. Ariel Holán, Sebastián Beccacece e Miguel Ángel Ramírez foram três deles. Na única reunião com os membros do Comitê de Gestão, Peres foi evasivo ao falar de nomes e citou os três, mas nunca abriu conversas.

Para não ficar com apenas um nome em pauta, o Santos tinha outro preferido: o argentino Gabriel Heinze, técnico do Vélez Sarsfield. Enquanto William Thomas comandava as conversas com Jesualdo em Portugal, Peres recebeu intermediários de Heinze, mas não houve avanço.

Durante o sorteio dos grupos da Libertadores da América no Paraguai, o Peixe falou diretamente com Heinze por telefone, mas ouviu do comandante que ele não pretendia sair antes do término do contrato com o clube argentino.

Rafael Dudamel, ex-técnico da seleção da Venezuela, foi oferecido e interessou ao clube, mas era a terceira opção. O comandante fechou com o Atlético-MG.

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