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Mano Menezes vê provocações do Flamengo como "elogio ao Palmeiras"

Bruno Grossi

Do UOL, em São Paulo

24/11/2019 19h24

As comemorações do Flamengo pelos títulos do Campeonato Brasileiro e da Copa Libertadores da América apresentaram provocações ao Palmeiras. Uma música que viralizou entre torcedores rubro-negros e falava sobre o Verdão não ter conquistado ainda a Copa São Paulo e o Mundial de Clubes foi cantada pelos próprios atletas do Fla. Para Mano Menezes, essa lembrança não passa de um "elogio" ao time paulista.

"Cada um comemora do jeito que quer. Alguns têm grandeza de comemorar, outros nem tanto. Mas quem conquista merece aplauso, tem o direito de fazer do jeito que deve fazer. Por outro lado, acho que é um elogio ao Palmeiras. Na medida em que você vence tantos adversários e você dirige sua provocação especificamente para um, é porque você está vendo nesse clube um grande adversário. Isso foi o que o Palmeiras conquistou nos últimos anos, temos que trabalhar para manter", disse o treinador.

Essa declaração de Mano foi dada ainda no Allianz Parque após a derrota por 2 a 1 para o Grêmio na tarde de hoje (24). O resultado deu ao Flamengo o título antecipado do Brasileirão, faltando quatro rodadas para terminar a competição. Ao Palmeiras, resta a briga para recuperar a segunda posição do Santos. E para piorar, o zagueiro paraguaio Gustavo Gómez deve ser baixa até o fim do ano com uma lesão muscular na coxa esquerda.

"O dilema do técnico no futebol é esse. Você precisa trabalhar determinadas questões que lá na frente serão de grande proveito, mas tem o resultado do jogo, que se não conquistarmos será cobrado. Aí entra na estatística. Vamos manter a coerência, uma base de equipe, e fazer pequenas alterações para ver. Antônio Carlos e Edu Dracena ainda não jogaram comigo. Vamos ver como conduzimos essa questão. O Gómez sentiu e é bem provável que seja uma lesão muscular de uma ou duas semanas, então já teríamos que fazer uma troca", analisou.

As partidas que restam para o são contra Fluminense (fora), Flamengo (casa), Goiás (casa) e Cruzeiro (fora). Mano sabe que principalmente o embate com os campeões nacionais será "emblemático". A partida está prevista para o próximo domingo, às 16h, no Allianz Parque. As equipes serão comparadas mais uma vez e será preciso administrar a tensão pela rivalidade crescente entre os clubes.

Confira outros trechos da entrevista coletiva de Mano Menezes:

Retrospecto contra times do topo da tabela
Quando se faz um recorte, você extrai coisas importantes. Em boa parte desses jogos, principalmente no Cruzeiro, jogamos com o time reserva. No futebol brasileiro, quando você decide não jogar com o titular, não são todos que tem um elenco como o Palmeiras. Não dá para misturar coisas que não se misturam.

Mano Menezes, técnico do Palmeiras, durante a derrota por 2 a 1 para o Grêmio no Allianz Parque - Cesar Greco/SE Palmeiras - Cesar Greco/SE Palmeiras
Mano Menezes, técnico do Palmeiras, durante a derrota por 2 a 1 para o Grêmio no Allianz Parque
Imagem: Cesar Greco/SE Palmeiras

Promoção de atletas da base -- Gabriel Menino, Patrick de Paula, Esteves, Gabriel Veron e Angulo foram promovidos.
Desde que chegamos, quando conversamos sobre iniciar um trabalho, sempre esteve na pauta o aproveitamento da base. Não tem nenhuma novidade, a não ser os nomes que começaram a aparecer de forma natural. Outros são jogadores que temos que ver um pouco mais, fazer uma avaliação técnica dentro do grupo. É isso que vamos fazer na primeira parte do ano, principalmente, para termos uma ideia mais objetiva desses jogadores jovens, para ver aqueles que se sustentam nessas perspectivas que apresentam.

Suposta apatia do elenco do Palmeiras
Não concordo quanto ao sentimento ou comportamento de apatia. Em nenhum momento fomos apáticos. Fomos superiores na ambição, na proposta. É bem provável que o Grêmio, sabendo da pressão que iriamos sofrer, pode ter esperado mais. Tomamos iniciativa, erramos situações até difíceis de aceitar. Duas vezes bem claras. Daria uma condição de sair na frente, sempre é bom, ainda mais em um dia como hoje. Saímos atrás, tivemos personalidade de buscar o empate. Em nenhum momento, para mim, a equipe foi apática.

Avaliação do próprio trabalho
Fazer avaliação no dia de uma derrota, no dia que o título matematicamente não é mais possível, não acho correta. Avaliação se faz no fim da temporada ou internamente. Certas coisas só se fala internamente, eu respeito os jogadores, essa é a minha maneira de trabalhar. Perder é péssimo, sempre. Minha primeira no Allianz Parque. Temos que assumir quando se perde. Sei que o torcedor está num dia difícil, imaginávamos um clima mais pesado. O torcedor não atrapalhou, não foi por isso que perdemos, cometemos erros. Não tem outra coisa que não seja a tristeza da derrota. Agora a gente joga o campeonato como estamos jogando o campeonato inteiro, jogando para vencer. É uma equipe e grupo de caráter. Mesmo não tendo mais chances, vamos jogar da mesma maneira.

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