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Tite expõe crise com empresa que organiza amistosos da seleção brasileira

Tite se exaltou para fazer críticas à Pitch, empresa que organiza os amistosos da seleção brasileira - Pedro Martins/Mowa Press
Tite se exaltou para fazer críticas à Pitch, empresa que organiza os amistosos da seleção brasileira Imagem: Pedro Martins/Mowa Press

Danilo Lavieri

Do UOL, em São Paulo

09/10/2019 04h25

Tite expôs a crise que a seleção brasileira vive com a Pitch, empresa que organiza os amistosos em data Fifa quando a equipe não está em competição oficial. Em entrevista coletiva nesta madrugada em Cingapura, na véspera da partida contra Senegal, marcada para 9h (de Brasília) de quinta-feira, o comandante expôs todo o seu descontentamento com as condições oferecidas aos dois times.

"O que mais me deixou chateado foi a falta de respeito da Pitch para com a seleção brasileira e a de Senegal. Ela não nos proporcionou trabalhar no campo de jogo. Isso me deixou descontente, me deixou desconforme. Atletas de alto nível como a gente e Senegal, eles merecem a chance de treinar no campo de jogo", iniciou Tite.

"Basicamente a gente quer campo e, nesta situação, ela nos atende. Não é o ideal, mas nos atende. O problema maior é o respeito. As seleções merecem ter mais respeito. Senegal é 20º do mundo e os últimos anos é a seleção referência na África. Tem atletas de alto nível na partida. Ela (Pitch) deveria nos proporcionar a oportunidade de treinar no campo de jogo", completou.

A crítica pública vem depois de diversos problemas de bastidores entre seleção e empresa. Já nos últimos dois amistosos em setembro, o comandante havia criticado as condições dos campos apresentados nos Estados Unidos e problemas de logística. Não é normal que Tite deixe a sua insatisfação de forma tão clara.

Segundo apurou o UOL Esporte, a comissão técnica classificou o jogo contra o Peru, disputado em Los Angeles, como o episódio mais deprimente de toda esta gestão. Na ocasião, o campo apresentava diversas demarcações do futebol americano e péssimas condições para a bola rolar.

De acordo com relatos ouvidos pela reportagem, a comissão temeu durante os 90 minutos a chance de algum atleta se machucar. Placas e equipamentos ficavam na beira do gramado, aumentando consideravelmente a chance de um jogador se chocar com estruturas que não são comuns em um campo de futebol.

Não à toa, a seleção brasileira se preocupou com as condições que Cingapura poderia oferecer para os amistosos. Dois funcionários da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) viajaram com antecedência para o local do jogo para verificar o gramado do estádio que receberá as partidas e foi bastante criticado em 2014, na última vez que a seleção esteve por lá.

No mundo ideal, a seleção gostaria de enfrentar seleções europeias, mas o calendário dos times do Velho Continente, com a introdução das Ligas das Nações, praticamente inviabiliza encontros. Para os jogos contra Senegal, na quinta, e Nigéria, no domingo, a comissão se apoia na experiência de enfrentar seleções africanas que apresentam um estilo de jogo que pode ser encontrado na Copa do Mundo de 2022.

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