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O que mudou na rotina da seleção após dois meses com Juninho Paulista

Juninho Paulista, coordenador de seleções masculinas, durante treino do Brasil em Miami - Lucas Figueiredo/CBF
Juninho Paulista, coordenador de seleções masculinas, durante treino do Brasil em Miami
Imagem: Lucas Figueiredo/CBF

Bruno Grossi, Danilo Lavieri e Pedro Ivo Almeida

Do UOL, em Miami (EUA), São Paulo (SP) e Rio de Janeiro (RJ)

08/09/2019 04h00

Resumo da notícia

  • Hoje (8), Juninho Paulista completa dois meses como coordenador de seleções da CBF
  • Juninho era diretor de desenvolvimento de futebol e substituiu Edu Gaspar
  • Edu, que estava com a imagem desgastada na CBF, agora trabalha no Arsenal
  • Amistosos nos Estados Unidos reforçaram proatividade de Juninho

Há exatos dois meses, em 8 de julho, a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) anunciava a troca de Edu Gaspar por Juninho Paulista no cargo de coordenador de seleções masculinas. Uma mudança que, por enquanto, trouxe mais efeitos ao dia a dia da cartolagem do que novidades para a rotina da seleção brasileira comandada por Tite.

Para esta viagem do Brasil para os amistosos contra Colômbia e Peru, ambos nos Estados Unidos, a dinâmica que era vivida com Edu foi praticamente mantida. Juninho auxiliou a comissão técnica na confecção da lista de convocados, inclusive para saber o destino de Neymar na janela de transferências. Os locais das partidas já estavam definidos, então parecia ser uma primeira experiência mais tranquila, protocolar.

Só que a expectativa sobre a passagem do furacão Dorian por Miami, cidade que recebeu o empate por 2 a 2 com a Colômbia na última sexta-feira, fez com que a seleção precisasse de planos alternativos. E foi aí que Juninho colocou a mão na massa. Com centros de treinamento fechados pelos riscos gerados pelo Dorian, o coordenador cogitou até levar a delegação para trabalhar em Washington.

No fim das contas, o furacão perdeu força e mudou a rota prevista, mas ainda assim Juninho precisou sair com membros da comissão técnica para procurar novos espaços para treinar. Em quatro dias em Miami, o Brasil não repetiu nenhuma vez o campo e precisou improvisar com gramado sintético e coberto de futebol americano e até com uma escola bem distante de onde estava hospedado.

A proatividade de Juninho já havia sido destacada antes mesmo dos atuais compromissos e acabou ganhando mais força nos últimos dias. Só que, ao contrário do que Edu Gaspar fez na Copa América, por exemplo, o ex-meia ainda não tomou a frente em entrevistas. A CBF quer deixá-lo mais ambientado com as novas tarefas antes de uma exposição maior.

Nos treinos e no trato com os atletas, os relatos são de pouca diferença prática em relação a Edu. Juninho passa as atividades alternando conversas com membros da comissão técnica enquanto observa os atletas e muitas vezes aproveita pausas dos treinos para dar dicas ou orientações.

As conversas com Tite são constantes: "O Juninho foi meu atleta do Palmeiras e nós já recordamos algumas passagens que tivemos juntos. O fato de ele já estar dentro da CBF também facilitou. Ele conhecia a dinâmica do Edu e isso tudo agilizou e facilitou o processo. A situação foi bem mais tranquila pelo convívio e pelo conhecimento que já tínhamos".

Mas no que diz respeito ao dia a dia na CBF, no relacionamento com outros cartolas, há uma sensação de novo ânimo com Juninho. Edu já tinha a imagem desgastada com alguns dirigentes, que agora aprovam um estilo mais executor de Juninho, e menos idealista.

Enquanto isso, o antigo cargo do coordenador segue vago. A diretoria de desenvolvimento do futebol não aparece nem sequer na lista do site da CBF e as tarefas que eram de Juninho foram redistribuídas entre outras pastas até a definição do substituto.

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