Topo

Romário cobra resposta por acidente da Chape e ataca seguradora: "É 171"

Romário discursa em audiência no Senado sobre acidente da Chapecoense - Edilson Rodrigues/Agência Senado
Romário discursa em audiência no Senado sobre acidente da Chapecoense Imagem: Edilson Rodrigues/Agência Senado

Ana Carolina Silva

Do UOL, em São Paulo

15/08/2019 17h39

Romário (Pode-RJ) se exaltou hoje (15), no Senado, em audiência que discutiu o pagamento às famílias das vítimas do acidente aéreo da Chapecoense, ocorrido em novembro de 2016. O ex-jogador atacou Alex Stovold, representante da seguradora.

"Isso aqui não é brincadeira, nunca ajudou em p... nenhuma. É dissimulado e surdo. O que as famílias estão passando não é justo, elas precisam receber. Nós, juntos, temos de interceder ao governo. Uma solução precisa ser feita. Desculpa a palavra, mas é 171", reclamou.

Ele não foi o único senador ligado ao esporte a marcar presença nesta audiência. Além de Romário, estiveram ali Leila Barros (PSB-DF), conhecida como Leila do Vôlei, e o jornalista esportivo Jorge Kajuru (GO). O zagueiro Neto, sobrevivente da tragédia, fez um discurso emocionado.

A intenção é fazer com que a seguradora Bisa, a corretora de seguros AON e os governos da Bolívia e da Colômbia assumam responsabilidade pelo acidente que matou 71 pessoas no voo LaMia 2933. A aeronave levava a delegação da Chapecoense, jornalistas e convidados para Medellín, na Colômbia, onde ocorreria a final da Copa Sul-Americana.

Quase três anos se passaram desde a tragédia, e o valor referente ao seguro do avião ainda não foi pago. Um documento obtido pelas famílias mostra que a avaliação caiu de 300 milhões de dólares em 2015 para 25 milhões de dólares em 2016. Os advogados contratados pela seguradora alegam que a aeronave caiu local não previsto na área de cobertura.

Do outro lado, os familiares argumentam que a falta de seguro no voo e os erros no plano de navegação - neste caso, a insuficiência de combustível, fator registrado em documentos do caso - indicam que a aeronave não deveria ter deixado a Bolívia, tampouco ter sido aceita na Colômbia.

Um novo debate deve ocorrer na terça-feira (20) com a presença de Jair Bolsonaro (PSL), presidente da República.