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Evolução tática de Clayson ajuda a explicar boa fase corintiana no ataque

Atacante participou de jogadas em metade dos gols do time após a pausa da Copa América - Peter Leone/futura Press/Futura Press/Folhapress
Atacante participou de jogadas em metade dos gols do time após a pausa da Copa América Imagem: Peter Leone/futura Press/Futura Press/Folhapress

Gabriel Carneiro

Do UOL, em São Paulo

10/08/2019 20h00

O Corinthians jogou sete vezes desde a retomada do Brasileirão e da Sul-Americana após a pausa para disputa da Copa América. Venceu cinco (CSA, Montevideo Wanderers duas vezes, Fortaleza e Goiás) e empatou duas (Flamengo e Palmeiras). Foram 12 gols marcados e quatro sofridos. A média ofensiva neste recorte é de 1,7 gol por jogo, e antes da parada era de 1,1. Uma série de motivos explica a nova fase, que será novamente colocada à prova amanhã, às 11h, contra o Internacional, pela 14ª rodada do nacional.

Uma das explicações é a evolução tática de Clayson. O atacante entrou em campo em todos os sete jogos e colaborou com dois gols e duas assistências.

Porém, seu papel até participar diretamente dos gols é que tem chamado atenção. São dois os principais movimentos em campo que desde o intervalo sem jogos foram reforçados no ataque corintiano:

  • Troca de posição entre o ponta e o meia: é cada vez mais comum ver Clayson flutuando por dentro, perto do meio-campo, para confundir a marcação, enquanto o meia da segunda linha de quatro do 4-1-4-1 abre para tentar jogadas pelos lados e tabelas, no caso Mateus Vital ou Sornoza;
  • Troca de lado do ponta: no lance do primeiro gol contra o Goiás, marcado por Júnior Urso, Clayson saiu do lado esquerdo do ataque para o direito para dar sustentação à jogada ofensiva com Fagner, tabelar com Gabriel e passar para quem estava livre e definiu a jogada.

Ao UOL Esporte, Pedrinho reafirma a dinâmica do ataque alvinegro.

O Carille vem dando total liberdade para a gente ali da frente, principalmente para o Clayson poder flutuar. E quando ele cai pela direita, eu caio para o meio e Vital vai para o lugar do Clayson. São jogadores verticais, independente do momento do jogo, a gente sabe mudar de posição para ajudar o Corinthians."

A possibilidade de flutuar pela defesa adversária para construir chances de gol tem feito Clayson melhorar seus números na equipe. Além de dois gols e duas assistências desde a pausa da Copa América, ele ainda participou indiretamente da jogada dos gols de Vagner Love na Copa Sul-Americana, no Uruguai, contra o Montevideo Wanderers.

Clayson foi autor de dois lançamentos para Ramiro. No primeiro, Love marcou no rebote de um chute na trave, e no outro deu o passe para o atacante.

Sendo assim, o camisa 25 esteve em 50% dos 12 gols do Corinthians após a parada da Copa América, o que confirma seu papel no time de Carille. Em sua terceira temporada no Parque São Jorge, ele soma cinco gols e cinco passes para gol em 39 partidas. Em 2018 foram três gols e cinco assistências em 51 jogos e em 2017, em apenas 29 partidas, quatro gols marcados e seis passes realizados.

Amanhã, Clayson será titular do Corinthians contra o Internacional em sua 40ª partida na temporada. Só não dá para saber em qual espaço do campo ele vai estar.

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