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Tchê Tchê mostra que pode encerrar dependência de Liziero no São Paulo

Volante estreou no último sábado pelo Tricolor - Rubens Chiri/saopaulofc.net
Volante estreou no último sábado pelo Tricolor Imagem: Rubens Chiri/saopaulofc.net

Bruno Grossi e José Eduardo Martins

Do UOL, em São Paulo

30/04/2019 04h00

As boas atuações e os jogos de desempenho ruim do São Paulo em 2019 podem ser identificados pela presença de Liziero em campo. O time comprovadamente cresce com o volante, mas as frequentes lesões expunham uma dependência do garoto, como na derrota para o Corinthians na final do Campeonato Paulista.

Ciente disso - e de que faltou encontrar uma peça com essas características já no início do ano -, a diretoria ouviu os pedidos de Cuca e pagou caro para ter Tchê Tchê. Foram mais de R$ 22 milhões investidos para comprá-lo do Dínamo de Kiev, da Ucrânia. Só que já no primeiro jogo do novo reforço foi possível ver que a contratação pode ser crucial para as pretensões do Tricolor na temporada.

Tchê Tchê ajudou a construir os dois gols do São Paulo na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, que marcou a abertura do Campeonato Brasileiro. Essa característica de criação de jogadas era escassa no meio de campo tricolor, principalmente levando em conta os volantes. Liziero era o único com esse perfil até então e os próprios jogadores reconheciam como o time melhorava com ele em campo.

Essa evolução para criar lances ofensivos foi notada no sábado, ainda que Tchê Tchê tenha mostrado falta de ritmo de jogo, principalmente no primeiro tempo no Morumbi. O volante se entendeu bem com Igor Gomes e Hudson, trocou passes rápidos e encostou sempre nos laterais para ajudar a abrir a marcação rival.

Para deixar a comissão técnica mais otimista, o camisa 28 aguentou quase 90 minutos do embate contra o Botafogo, e não só os 65 minutos que haviam sido colocados como estimativa - saiu aos 41 do segundo tempo para dar lugar a Vitor Bueno. Tchê Tchê sempre teve forma física privilegiada e é isso que dá ainda mais segurança diante da inconstância causada pelas lesões de Liziero.

O garoto de 21 anos formado em Cotia se recupera de estiramento na coxa esquerda e ontem foi liberado pelos fisioterapeutas para iniciar os trabalhos de preparação física no gramado. Não há pressa para que ele volte a atuar, até para conseguir um avanço maior na recuperação. E o rendimento de Tchê Tchê na estreia dá o respaldo para não acelerar esse processo.

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