Topo

Caso Daniel


Segurança diz que Daniel se envolveu em confusão ao sair da festa de Allana

Daniel foi convidado para a festa de aniversário (17 ano) de Allana - Reprodução
Daniel foi convidado para a festa de aniversário (17 ano) de Allana Imagem: Reprodução

Dimitri Valle e Karla Torralba

Do UOL, em São José dos Pinhais e São Paulo

01/04/2019 14h54

O depoimento do segurança da boate Shed, em Curitiba, onde foi comemorado o aniversário de 18 anos de Allana Beittes, apontou uma confusão envolvendo o jogador Daniel na saída da festa. Marcelo Guerra disse que uma briga quase aconteceu do lado de fora da balada por causa de uma abordagem a uma menina por parte do atleta.

Segundo Guerra, uma menina foi até ele para reclamar que "Daniel a importunou e quase houve briga". O segurança contou que Daniel percorreu vários setores da Shed naquele dia. O aniversário de Allana era comemorado em dois camarotes, com capacidade para até 20 pessoas cada.

A confusão envolvendo o atleta teria acontecido por causa da abordagem de Daniel à garota. "Três amigos da menina se envolveram na confusão e quase brigaram com Daniel", contou Marcelo Guerra. A quase briga teria sido na saída da boate.

Nilton Ribeiro, advogado da família de Daniel e assistente de acusação, afirmou que o "depoimento foi supérfluo". "É preciso analisar os vídeos", comentou.

A Justiça autorizou a liberação das imagens da boate Shed para uso nas audiências. Marcelo Guerra afirmou que o vídeo daquela noite mostra a confusão do lado de fora envolvendo Daniel e que tudo está em um DVD entregue à polícia.

Consumo na boate

O segurança contou que comprou um litro de uísque, mas não soube dizer o quanto o jogador bebeu. Segundo ele, Daniel permaneceu seis horas na festa e estava alterado. "Não conseguia ficar na vertical", comentou Guerra.

O laudo toxicológico feito pelo IML de Curitiba apontou que Daniel tinha 13,4 decigramas de álcool por litro de sangue. O exame não detectou drogas ilícitas.

O segurança também falou que Edison Brittes Júnior pagou R$ 3262 ao sair da boate aquele dia.

2ª fase de audiência

A segunda fase de audiência de instrução do caso Daniel terá depoimento apenas de testemunhas de defesa dos sete réus acusados de envolvimento na morte do jogador. Depois disso, será a vez dos réus testemunharem pela primeira vez após a conclusão do inquérito policial.

Na primeira fase, em fevereiro, as testemunhas de acusação que falaram à Justiça. Entre elas, membros da família de Daniel. A mãe do jogador, Eliana Correa, chorou ao falar do filho e ficou cara a cara com Edison Brittes Júnior.

Relembre o caso

Daniel Correa foi morto no início da manhã de 27 de outubro do ano passado após participar da festa de aniversário de 18 anos de Allana Brittes em uma boate de Curitiba. Depois da comemoração, alguns convidados seguiram para a casa da garota, incluindo Daniel.

Na casa de Allana, o pai da menina, Edison Brittes Júnior, iniciou uma sessão de espancamento contra Daniel após ter visto o jogador em seu quarto, onde sua mulher Cristiana Brittes dormia. O atleta apanhou de vários homens até ser levado de carro por Edison, David Vollero, Eduardo Henrique da Silva e Ygor King até uma estrada.

No local Daniel foi degolado e emasculado. O corpo do jogador foi achado naquele final de semana.

Seis pessoas estão presas pela morte de Daniel: a família Brittes (Edison, Cristiana e Allana), David Vollero, Ygor King e Eduardo Henrique da Silva. Eles são acusados de diferentes crimes cometidos durante e depois do assassinato. A sétima ré, Evellyn Perusso, responde por falso testemunho em liberdade.

Caso Daniel