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Caso Daniel: Justiça nega pedido de soltura de Cristiana Brittes

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Imagem: Reprodução/Facebook

Adriano Wilkson e Karla Torralba

Do UOL, em São Paulo

20/11/2018 15h09

O juiz Siderlei Ostrufka Cordeiro, da 1ª Vara Criminal de São José dos Pinhais (PR), negou um pedido para revogar a prisão temporária de Cristiana Brittes, suspeita de participar do assassinato do jogador Daniel Corrêa. A decisão foi proferida no dia 15 de novembro.

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Em seu despacho, o juiz afirmou que a prisão de Cristiana contribuiu para o andamento das investigações do crime. Edison Brittes, o Juninho Riqueza, admitiu que matou Daniel na casa em que a família comemorava o aniversário de Allana Brittes. Allana, Cristiana e Juninho estão presos desde o fim de outubro.

O advogado Claudio Dalledone Filho havia pedido a revogação da prisão de sua cliente afirmando que não há provas de seu envolvimento no crime. Mas o juiz afirmou que a soltura de Cristiana “poderia implicar em suspeita de desaparecimento de provas, modificação do estado de coisas, etc., já que a requerente seria, ao menos, em tese, a principal interessada em proteger o marido e pai de suas filhas.”

A prisão temporária de Cristiana, Allana e Juninho tem prazo de 30 dias, mas pode ser renovada antes da soltura, se a polícia ou o Ministério Público pedirem e a Justiça autorizar.

Não satisfeita com a decisão da Justiça, a defesa dos Brittes entrou com embargos de declaração, tentando reverter a prisão temporária de Cristiana.

“A defesa ofereceu embargos de declaração, pois o juiz não esgotou todos os argumentos defensivos. Com isso não se tem ainda uma decisão que negue ou conceda a liberdade para Cristiana”, afirmou o advogado em nota. “É importante ressaltar que não se trata de um Habeas Corpus endereçado ao Tribunal Justiça, mas sim de um pedido de revogação de prisão endereçado ao juiz de São José dos Pinhais, o mesmo que decretou a prisão temporária.”

O delegado Amadeu Trevisan, que conduz as investigações, afirmou que Allana e Cristiana Brittes serão indiciadas por fraude processual. “Elas mantiveram o resultado encoberto, tanto que ligaram para a família da vítima. Elas também coagiram testemunha no curso do processo. Elas fazem negociação (sobre versão a ser relatada à polícia). Elas não quiseram esclarecer os fatos no começo”.

Além da família Brittes, outros quatro suspeitos permanecem presos por suposto envolvimento no assassinato de Daniel. 

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