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TV detalha processo de americana que acusa Cristiano Ronaldo de estupro

Manuel Queimadelos Alonso/Getty Images
Imagem: Manuel Queimadelos Alonso/Getty Images

Do UOL, em São Paulo

01/10/2018 00h18

A rede de TV CNN detalhou o processo que a americana Kathryn Mayorga move contra Cristiano Ronaldo. Ela acusa o jogador de estupro.

Mayorga afirma que o português a abusou em um hotel de Las Vegas em 2009 enquanto ela gritava “não”, de acordo com o processo movido na última sexta-feira (28). Segundo a CNN, Ronaldo se desculpou “dizendo que sentia muito e que geralmente era um cavalheiro”.

No processo também está escrito que o próprio Ronaldo afirmou que "ela disse 'não' e parou diversas vezes".

O processo ainda acusa o jogador e sua defesa de tirar proveito do frágil estado emocional de Mayorga para que ela assinasse um acordo de não-revelação em 2009. Ela diz que recebeu US$ 375 mil (cerca de R$ 1,5 milhão na cotação atual) em troca de seu silêncio. Agora, a ação quer anular este acordo. De acordo com a CNN, o advogado da vítima não quis comentar além do que está no processo.

Os representantes de Ronaldo negaram as acusações de estupro quando a revista alemã Der Spiegel divulgou a história pela primeira vez em 2017. Depois, o advogado do jogador, Christian Schertz, criticou a reportagem da última sexta-feira com uma entrevista de Mayorga.

Os detalhes do processo

O processo diz que Ronaldo encontrou a mulher no Palms Hotel and Casino em 13 de junho de 2009. O jogador a convidou, junto com uma amiga e outras pessoas, para sua suíte e chamou Mayorga para a jacuzzi, oferecendo uma camiseta e bermuda para ela. A mulher se trocou, e o português pediu que ela fizesse sexo oral. Mayorga se recusou, e Ronaldo a levou para a cama e a estuprou enquanto ela gritava “não, não, não”. O processo ainda diz que a vítima reportou o ocorrido à polícia e foi examinada em um hospital.

Segundo o processo, inicialmente, ela se recusou a identificar Ronaldo para a polícia, com medo de ser humilhada publicamente. Semanas depois, Mayorga falou o nome do jogador à polícia, e um detetive disse que ela seria submetida a retaliação e suas ações retratadas como tentativas de extorsão, de acordo com o processo. O mesmo foi dito por uma enfermeira.

“O trauma psicológico da agressão sexual, o medo de humilhação pública e a retaliação da polícia e dos médicos a deixaram apavorada e incapaz de agir ou se defender”, diz o processo.

O processo também fala que Ronaldo contratou uma equipe para monitorar Mayorga, seus amigos e sua família para prevenir a divulgação pública das alegações. O processo também acusa Ronaldo de causar sofrimento emocional e abuso de pessoa vulnerável.

De acordo com o processo, a vítima se manteve em silêncio, sua saúde emocional foi prejudicada pelo estresse, e ela diz que lutou para manter relacionamentos e empregos.

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