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Justiça anula eleição do Vasco e determina nova votação para dezembro

Chapa de Julio Brant e Alexandre Campello havia vencido eleição do ano passado - Thiago Ribeiro/AGIF
Chapa de Julio Brant e Alexandre Campello havia vencido eleição do ano passado Imagem: Thiago Ribeiro/AGIF

Bruno Braz

Do UOL, no Rio de Janeiro

28/09/2018 16h23Atualizada em 28/09/2018 21h03

A juíza Glória Heloiza Lima da Silva, da 28ª Vara Cível do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, decretou a anulação da eleição do Vasco ocorrida em novembro do ano passado e determinou a convocação de uma nova votação para o Conselho Deliberativo no dia 8 de dezembro. Já o pleito para eleger o presidente ficou marcado para o dia 17 de dezembro. A decisão cabe recurso.

Trecho 1 da decisão da Justiça de anular a eleição do Vasco - Divulgação - Divulgação
Trecho da decisão da Justiça de anular a eleição do Vasco
Imagem: Divulgação

A juíza ainda determinou que "são declarados inaptos para votar e serem votados todos os subscritores da Chapa Azul (encabeçada por Eurico Miranda), destinatária direta das fraudes praticadas".

Para tomar tal decisão, a magistrada concluiu que ocorreram não só fraudes na urna 7, que já havia ficado sub-judice, como também em outras.

Na semana passada, a Polícia Civil teve a mesma conclusão e encaminhou o inquérito para o juizado. Os documentos também foram anexados no processo do advogado Alan Belaciano, ligado ao grupo “Sempre Vasco”, do ex-candidato de oposição Julio Brant.

Brant parabenizou a decisão da Justiça e disse que atuou dentro do estatuto. "Parabenizar a decisão da Justiça do Rio, que vem entendendo o processo e atuando de forma a deixar claro de que não há ninguém acima da lei ou fora da lei que possa atuar em qualquer instituição. Fica claro que, aquilo que foi feito de errado, o Tribunal está acompanhando e está atuando. Das duas campanhas que fizemos, atuamos dentro da regra do estatuto, atuamos com a campanha de proposta e usando o regulamento", afirmou.

Vasco promete recorrer

No início da noite desta sexta-feira (28), o Vasco se posicionou através de nota oficial em seu site e prometeu recorrer da decisão.

"O Club de Regatas Vasco da Gama respeita o Poder Judiciario, mas não concorda com a decisão da primeira instância e declara que irá recorrer ao Tribunal por confiar que os fatos e os fundamentos serão mais bem apreciados na segunda instância. Não obstante os prováveis desdobramentos na gestão do Clube que ocorrerão por conta desta decisão, a Diretoria Administrativa continuará empenhada em manter a normalidade nos trabalhos que estão sendo realizados no Clube", disse o Cruzmaltino.

A eleição

Após os votos da urna 7 serem anulados com a suspeita de irregularidades entre os sócios dela, a chapa formada por Julio Brant e Alexandre Campello ficou em primeiro lugar na eleição dia 7 de novembro, com Eurico Miranda em segundo.

Os vencedores indicaram 120 conselheiros e os segundos colocados, mais 30. Estes se juntaram a outros 150 conselheiros natos que formaram um pleito interno do Conselho Deliberativo para eleger o novo presidente do clube.

No dia da reunião exclusiva, porém, Campello decidiu romper com Brant e se aliar aos apoiadores de Eurico, o que lhe fez vencer a votação e se tornar o mandatário do próximo triênio.

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