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Paraná tem 20% de votos de protesto em reeleição sem chapa de oposição

Leonardo de Oliveira segue na presidência do Paraná até 2021 - Guilherme Augusto/Site oficial Paraná
Leonardo de Oliveira segue na presidência do Paraná até 2021 Imagem: Guilherme Augusto/Site oficial Paraná

Napoleão de Almeida

Colaboração para o UOL

26/09/2018 11h30

Leonardo de Oliveira foi confirmado como presidente reeleito do Paraná Clube no triênio 2018-2021 em eleição nesta terça-feira (25), sem chapa de oposição. Ninguém se interessou em concorrer contra o atual presidente paranista que, no entanto, teve 56 votos brancos ou nulos contra si, dos 260 sócios que compareceram para votar. O índice simboliza um protesto pela má fase do clube na Série A 2018.

Reeleito, o presidente terá três mudanças na diretoria. Os novos integrantes são o primeir vice-presidente Jefferson Huyer Klippel, ao lado de Jamil Afonso Thomaz, Fernando Geraldi e Oliveiros Machado Neto, o único remanescente ao lado de Oliveira.

O dirigente comemorou a vitória e a sequência do modelo de gestão do clube, que está sob intervenção judicial e optou publicamente por destinar os recursos obtidos com o acesso à Série A em infraestrutura e pagamento de dívidas. “A política de manter pés no chão, saneamento das dívidas, foi para isso que fomos eleitos. Foi assim, com essa proposta, que tivemos toda a aprovação e as pessoas que saíram de casa para nos apoiar e é esse o nosso compromisso”, comentou em entrevista coletiva.

O presidente também falou sobre a ausência de uma chapa concorrente, mesmo com votos de protesto nas urnas: “O ideal é sempre um bate-chapa, para que ideias possam ser debatidas. Mas, acredito que o atual cenário mostrou que estamos no caminho certo, neste processo árduo de firmar o Paraná Clube em um novo patamar. Administrativamente, avançamos muito, quitando dívidas trabalhistas e, mais recentemente, obtendo êxito na confirmação da Vila Capanema como a nossa casa”.

Oliveira se referiu à assinatura da Medida Provisória 852, que define que a União cederá terrenos e imóveis da antiga Rede Ferroviária (RFFSA) para entidades esportivas que os ocupem por um período de 30 anos. “Temos aí grandes desafios novos, essa novidade da Vila Capanema nos amplia as possibilidades. Agora é trabalhar para a construção de um novo estádio. Agora temos certeza que a Vila Capanema é a nossa casa e é lá que o Paraná vai mandar seus jogos por muito tempo.”

Pela MP, será permitido que o Paraná possa operar obras no Estádio. “Estamos estudando junto ao departamento jurídico e à assessoria política. Mas a partir da assinatura da cessão da posse do estádio há a possibilidade de construção. Há a cessão por 30 anos, renovável em prazos iguais. Isso traz estabilidade, possibilidade de investimento, vários estádios no Brasil possuem esse tipo de investimento por um prazo grande, determinado”, comentou Oliveira.  

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