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Polícia vai investigar responsabilidade da Portuguesa em morte de atleta

Lucas Santos era zagueiro do time sub-17 da Portuguesa - Reprodução
Lucas Santos era zagueiro do time sub-17 da Portuguesa Imagem: Reprodução

Luiza Oliveira

Do UOL, em São Paulo

20/10/2016 15h58

A responsabilidade da Portuguesa nas circunstâncias que levaram à morte do jogador Lucas Santos, de 16 anos, cujo corpo foi encontrado na piscina do clube na manhã desta quinta-feira (20), será investigada pela polícia. Quem afirma é o delegado Eder Pereira da Silva, titular do 12º DP, que apura o caso.

"A situação do clube sim [vai ser investigada], porque não havia salva-vidas no local, com mais de 20 meninos brincando e comemorando. A gente vai ouvir todo mundo, a diretoria do clube. Já estão aí alguns funcionários que vão ser ouvidos. O Boletim de Ocorrência dele é de morte suspeita. A polícia vai apurar as causas, depende do laudo. Não é morte natural", explicou.

O delegado também afirmou que será investigado o consumo de bebidas alcoólicas no local da morte. Lucas participava de um churrasco com colegas do time sub-17 da Portuguesa na última quarta-feira (19).

"Foram encontradas, no local onde foi feito o churrasco, em uma lata de lixo, cinco latas de cerveja. Havia 37 pessoas na região do churrasco, com jogadores, comissão e diretoria. Eles informam que não houve consumo [de álcool]. [As latas] vão ser periciadas e vão para inquérito também", disse Eder.

Segundo relato do delegado, os jogadores foram para o alojamento após o treino na última quarta-feira, e posteriormente desceram para o churrasco. Ficaram cerca de uma hora, voltaram para o alojamento e então foram para a piscina.

Por volta das 14h, Lucas pode ser visto em imagens de câmera de segurança indo para a piscina, de sunga, sem aparentar qualquer problema. A polícia investiga os filmes e também deve ouvir cerca de 15 funcionários da Portuguesa ainda nesta quinta.

O corpo do jovem só foi encontrado na manhã de quinta-feira por uma diretora, na parte mais funda da piscina (3 metros). Segundo o delegado, o fato de a água da piscina não ser cristalina pode ter dificultado e retardado a descoberta do corpo.

"A água da piscina é um pouco turva, não é uma água tão límpida quanto deveria ser. Olhando a primeira ou a segunda raia, você enxerga o fundo dela meio nebuloso. Se você olhar, não dá para ver com facilidade", declarou.

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