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Polonês com nome mais difícil da Eurocopa tem infância trágica

Blaszczykowski comemora gol da Polônia contra Suíça nas oitavas de final da Eurocopa - Valery Hache/AFP
Blaszczykowski comemora gol da Polônia contra Suíça nas oitavas de final da Eurocopa Imagem: Valery Hache/AFP

João Henrique Marques

Do UOL, em Paris

30/06/2016 06h00

Classificação e Jogos

Seis consoantes seguidas em um único nome. Blaszczykowski. Impronunciável para um brasileiro. O atacante polonês autor do gol no empate por 1 a 1 diante da Suíça nas oitavas de final da Eurocopa – Polônia se classificou nos pênaltis –é tratado como “Kuba” por qualquer jornalista. Fruto do apelido originado pelo primeiro nome Jakub.

Em uma hilária enquete realizada pelo jornal espanhol Marca, Blasz...foi eleito o nome mais difícil da Eurocopa por incríveis 77% dos votos. O polonês vai a campo nesta quinta-feira diante de Portugal, nas quartas de final da Eurocopa, às 16h (de Brasília).

A fama mundial de Kuba saltou incrivelmente após o gol diante da Suíça. Muito por conta de uma mensagem do ator neozelandês Russell Crowe, o ator principal de Gladiador: “Kuba! Parabéns, Polônia. O difícil chega agora”, postou o astro no Twitter após a classificação.

A mensagem fez com que a vida do polonês ganhasse interesse. Algo que é extremamente chocante.

Jakub Blaszczykowski agradece aopio da torcida da Polônia durante jogo da Eurocopa - REUTERS/Kai Pfaffenbach - REUTERS/Kai Pfaffenbach
Imagem: REUTERS/Kai Pfaffenbach
Infância trágica

Kuba nasceu em dezembro de 1985 em Czestochowa, cidade ao sul da Polônia. Aos 11 anos, testemunhou o pai matando a mãe em casa. “Levei anos até parar de pensar com ódio no coração”, contou o jogador na autobiografia lançada em 2015.

Livro do polonês Kuba conta detalhes da infância trágica  - Divulgação - Divulgação
Imagem: Divulgação
“Não é fácil. Até hoje carrego essas lembranças, marcas. Foi necessário aprender a conviver com isso”, comentou Kuba na única vez que perguntado sobre o tema durante a Eurocopa.

Após a tragédia, o pequeno Kuba passou a ser criado pela avó e inspirado no tio Jerzy Brzeczek, ex-meio campo da seleção polonesa e medalha de prata na Olímpiada de Barcelona em 92, criou interesse no futebol.

A admiração nacional foi conquistada sendo um dos destaques do título do Wisla Cracóvia em 2008. Também ganhou o bicampeonato alemão com o Borussia Dortmund, em 2011 e 2012, sendo finalista da da Liga dos Campeões em 2013. Kuba foi eleito o melhor jogador da Polônia em 2008 e 2010.

Pela seleção polonesa, Kuba teve progresso impedido por lesões. Na lista para a Eurocopa 2008 foi cortado por um problema na coxa direita. Ao romper o ligamento do joelho no início de 2014 também perdeu várias convocações.

Em 2015, veio o empréstimo do Borussia para a Fiorentina. Na equipe italiana, Kuba passa a ter problemas com a frequência no banco de reservas, ficando com a vaga para a Eurocopa da França ameaçada. Mais uma barreira superada pelo gladiador polonês.

"Aconteça o que acontecer na tua vida e sejam quais forem os obstáculos que surjam, o importante é nunca baixar os braços mas continuar a caminhar (…), nunca termos pena de nós próprios, mas fazermos o nosso trabalho", cita trecho do autobiografia de Kuba.

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