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Romário: Dunga terá que explicar na CPI sobre R$ 2 mi pagos a time do RS

Senador Romário (PSB-RJ) preside a Comissão Parlamentar de Inquérito do futebol - Ed Ferreira/Folhapress
Senador Romário (PSB-RJ) preside a Comissão Parlamentar de Inquérito do futebol Imagem: Ed Ferreira/Folhapress

Daniel Brito

Do UOL, em Brasília

25/08/2015 15h57

O técnico da seleção brasileira, Dunga, terá de explicar na CPI do Futebol, no Senado, suas movimentações e o pagamento de US$ 575.000 (equivalente hoje a R$ 2 milhões) que fez para o RS Futebol Clube, relativos a 25% do passe do atacante Ederson, ainda em 2007.

O assunto foi levado à comissão pelo jornalista Lúcio de Castro, autor da denúncia, publicada em julho do ano passado, após o fim da Copa do Mundo, no site da ESPN Brasil.

Castro e o blogueiro do UOL Esporte, Rodrigo Mattos, foram os dois convidados da CPI na tarde desta terça-feira, 25, em Brasília.

Dunga já está convidado a depor, ainda sem data para comparecer a Brasília. “Importante o treinador da seleção brasileira vir aqui [na CPI] e contar sobre as coisas ruins e negativas praticadas pelas pessoas que convivem com ele no dia a dia, como o atual presidente da CBF [Marco Polo Del Nero] e Gilmar Rinaldi [coordenador de seleções da CBF]”, opinou o senador Romário (PSB-RJ), presidente da CPI do Futebol no Senado.

Romário e Dunga sempre foram muito amigos na época de jogador e o ex-atacante conta com o depoimento do atual comandante da seleção nacional para “moralizar o futebol”. “Ele tem que vir aqui e dizer o que realmente entende como sua verdade, é o que espero do Dunga”, completou o senador.

Já o jornalista Rodrigo Mattos apresentou aos senadores uma série de denúncias publicadas em seu blog no UOL Esporte a respeito dos contratos de patrocínio da CBF com a Marfrig, antiga patrocinadora da confederação.

Uma briga na Justiça entre a CBF e a sua ex-patrocinadora envolve a compra de aviões, acusação de traição e uma cobrança de cerca de R$ 100 milhões. 

Mattos também apresentou aos senadores algumas denúncias em contratos de publicidade e de amistosos da CBF com a Klefer Produções, de propriedade de Kléber Leite, ex-presidente do Flamengo e amigo de Ricardo Teixeira, ex-presidente da CBF.

Marco Polo Del Nero

Em relação ao presidente da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), que tem evitado viagens ao exterior desde a prisão há cerca de três meses de altos dirigentes da Fifa, inclusive o ex-presidente da entidade, José Maria Marin, Romário foi irônico.

Após Rodrigo Mattos dizer que Del Nero tem usado a CPI do futebol para não deixar o país, o senador afirmou para ele não tem motivos para se preocupar.

"Em relação ao presidente da CBF, ele pode ficar tranquilo, pode viajar sem problemas, que a gente o espera voltar", afirmou Romário, causando risos dos presentes na sessão da CPI.

Desde a prisão de Marin, Del Nero não acompanhou as seleções masculina e feminina na Copa América e a Copa do Mundo, respectivamente, e deixou às pressas a eleição da Fifa. Além disso, não compareceu à reunião com todos os presidentes das confederações de futebol ligadas à entidade, em Zurique, na Suíça.

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