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Fogo em obra inacabada da Copa em MT queima madeira e área verde no entorno

Chamas atingiram 5 metros de altura e levaram 3 horas para serem extintas - Reprodução da TV
Chamas atingiram 5 metros de altura e levaram 3 horas para serem extintas Imagem: Reprodução da TV

Vinícius Segalla

Do UOL, em São Paulo

14/08/2015 06h00

A Copa do Mundo no Brasil já acabou há mais de um ano, mas as obras que foram planejadas e não concluídas continuam causando transtorno. Na madrugada da última quarta para a quinta-feira (13), as chamas consumiram peças de madeira e outros materiais inflamáveis abandonados ao lado da obra de um COT (Centro Oficial de Treinamento) na Grande Cuiabá, tendo se alastrado para a vegetação de cerrado do entorno.

Foram necessários dez bombeiros e cerca de três horas de trabalho para conter o fogo. As autoridades ainda não sabem como teve início o incêndio, mas há a suspeita de que tenha sido criminoso. O governo estadual anuncia que a Polícia Técnica do Estado irá realizar uma perícia para descobrir o que ocorreu e também para medir a dimensão do dano ambiental decorrente das chamas.

Os COTs deveriam ter servido como campos de treinamento e preparação das seleções de futebol em suas atividades diárias durante a Copa do Mundo. No caso de Cuiabá, porém, nenhum dos dois ficou pronto e nem está pronto até hoje.

De acordo com a previsão inicial do governo brasileiro, todos os COTs deveriam ter sido concluídos até dezembro de 2012. Em Mato Grosso, as licitações para as obras ocorreram somente no final de 2013.

As obras, aliás, estão paralisadas desde que o atual governador, Pedro Taques (sem partido), assumiu a administração, em janeiro deste ano. É que ele encontrou uma série de mais de uma dezena de obras inacabadas e com contratos suspeitos, muitas delas sob investigação do Ministério Público. Resolveu, então, paralisar todas as empreitadas para avaliar a conveniência e a lisura dos projetos, que foram iniciados e não concluídos pelo governador anterior, Silval Barbosa (PMDB).

De qualquer maneira, fato é que, seis meses após ter iniciado seu mandato, o governador ainda não conseguiu solucionar o problema das obras da Copa, e agora ganhou mais um, o de investigar as causas do incêndio supostamente criminoso.

Em Cuiabá, tentaram construir dois COTs. Juntos, tinham previsão de custo de mais de R$ 40 milhões, recursos oriundos exclusivamente dos cofres públicos federal e mato-grossense. O valor não inclui o custo dos equipamentos que serão adquiridos para equipar os estádios, como câmeras e sistemas de segurança e equipamentos esportivos e de fisioterapia.

Tais equipamentos estavam previstos para serem utilizados durante a Copa, e agora podem ser substituídos por produtos mais baratos, ou mesmo nem serem adquiridos, como é o caso dos sistemas de segurança que estavam previstos. Uma coisa, porém, é certa: os milhões de reais em dinheiro público que já foram consumidos pelas obras e pelas chamas não voltarão jamais aos cofres públicos.

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