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CBF pensou em técnico de peso para vaga que ficou com Dunga na Olimpíada

Dunga vai dividir comando das seleções principal e olímpica por pouco mais de um ano - Bruno Domingos/ Mowa Press
Dunga vai dividir comando das seleções principal e olímpica por pouco mais de um ano Imagem: Bruno Domingos/ Mowa Press

Dassler Marques

Do UOL, em São Paulo

19/05/2015 06h00

Dunga precisou ser convencido pela CBF de que ele era a única possibilidade para comandar a seleção sub-23 nos Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro. 

A entidade chegou a buscar uma alternativa de peso para o cargo, já que o treinador do time principal hesitava em acumular as duas funções. No fim das contas, ele topou, e só assim o presidente Marco Polo Del Nero concordou em demitir Alexandre Gallo há dez dias.  

Del Nero, Gilmar Rinaldi e o próprio Dunga buscaram um treinador para o time olímpico, mas não encontraram um nome que pudesse preencher os requisitos para o cargo, sobretudo experiência. Não acharam ainda alguém que não poderia se tornar uma sombra para a equipe principal. É assim que Dunga e Gilmar enxergavam Gallo desde que todos passaram a trabalhar juntos na CBF, após a Copa 2014. 

Preocupado com a dimensão que o anúncio poderia ganhar, Dunga ainda ponderou a possibilidade de que a CBF oficializasse o nome dele algum tempo depois. Ouviu, porém, a argumentação de que a mídia faria pressão pelo fato de o cargo ficar vago a pouco mais de um ano da Olimpíada. Ao anunciar a saída de Gallo e oficializar seus substitutos no sub-20 e sub-23, no fim da noite de uma sexta-feira, a entidade viu o fato se diluir e ganhar repercussão pequena. 

Até os Jogos Olímpicos, a tendência é que Rogério Micale divida as funções com Dunga, já que os times principal e sub-23 atuam de maneira simultânea em datas Fifa. Caberá ao ex-treinador júnior do Atlético-MG dar sequência ao trabalho de Alexandre Gallo e conduzir a equipe até a disputa da Olimpíada em 2016. 

A pressão de disputar Jogos Olímpicos com a seleção brasileira de futebol é algo que Dunga já conhece. Em 2008, derrotado pela Argentina na semifinal, ele balançou no cargo e quase viu o trabalho com o time principal ir junto por água abaixo. Esse foi um dos motivos para que hesitasse, dessa vez, a acumular as funções novamente. 

Dentro da CBF, a dedicação de Dunga com relação ao projeto para a base e os jovens tem sido elogiada. Ele teve reunião longa, por exemplo, com Carlos Amadeu, novo treinador da seleção sub-17.

Foi Dunga também quem escolheu, com Gilmar Rinaldi e o coordenador Erasmo Damiani, quais seriam os auxiliares técnicos do time sub-20 (André Luis Ferreira) e sub-17 (Odair Hellmann), ambos contemporâneos do Internacional. A ideia de Dunga também era que Julinho Camargo, outro velho conhecido do Rio Grande do Sul, assumisse a categoria sub-15, mas prevaleceu o nome de Carlos Guilherme, ex-São Paulo.

Por outro lado, a inimizade com o mesmo Dunga afastou Osmar Loss, do Corinthians: ele foi cotado pela direção da CBF para o lugar de Gallo, mas desentendimentos dos tempos de Beira-Rio fizeram com que fosse descartado. 

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