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Aidar diz que Muricy fica, mas abre portas para saída temporária

Do UOL, em São Paulo

02/04/2015 06h00

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, foi à Argentina para ver o São Paulo ser derrotado por 1 a 0 pelo San Lorenzo, mas saiu do Nuevo Gasómetro se dizendo satisfeito com a atuação da equipe, que até um erro do zagueiro Rafael Toloi segurava o empate por 0 a 0. Mas uma semana depois de ver o técnico Muricy Ramalho se colocar à disposição para deixar o cargo, Aidar afirma que o técnico poderá se ausentar para tratar um problema, caso queira.

“Isso é um assunto que não é para conversar agora após uma derrota na Argentina. Muricy tem contrato conosco até o fim do ano. Ele vai cumprir o contrato e nós queremos que ele cumpra. Essa é a posição oficial do São Paulo. Se ele amanhã quiser deixar o São Paulo, isso é uma decisão dele. Se ele quiser fazer um espaço de três meses, como ele já comentou, fará. O espaço é dele. Muricy é o nosso treinador. Ele é o cara”, afirmou o presidente, em entrevista coletiva reproduzida Rádio Globo.

Diferentemente do que afirmou o presidente, Muricy Ramalho não levantou hipótese sobre deixar o cargo temporariamente para tratar um problema de saúde. O assunto foi trazido à tona pela esposa do treinador, Roseli Ramalho, em entrevista ao UOL Esporte. Ela contou que Muricy tem um pequeno problema na vesícula e que precisa passar por um procedimento cirúrgico que irá tirá-lo do trabalho por pelo menos 20 dias. Segundo ela, o treinador tem trabalhado “no sacrifício”.

Para Muricy, no entanto, tal hipótese não existe. Ou fica até o fim de seu contrato, ou sai permanentemente. O técnico não pensa em uma ausência de três meses, por exemplo, como dito pelo presidente.

Após a derrota por 3 a 0 para o Palmeiras, há uma semana, Muricy Ramalho deixou a diretoria à vontade para demiti-lo, mas foi convencido pelo vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro a permanecer. No futebol, a confiança é total no técnico. Na diretoria, de modo geral, não. Como o próprio Muricy já afirmou, há discordâncias internas que o apontam como principal culpado e que forçam sua saída do clube.

O pensamento da diretoria são-paulina, caso precise procurar um treinador, é contratar um estrangeiro – de preferência, um europeu.

Ainda na Argentina, o presidente Carlos Miguel Aidar falou sobre a fase do time e afirmou que gostou do que viu, mesmo com o placar negativo: “Jogou melhor, por igual, até metade do segundo tempo. Aí teve aquele lance de muita felicidade do atacante, conseguiu dar um drible de efeito no Toloi e fez o gol. Mas eu gostei do São Paulo. Precisa ganhar agora lá no Uruguai. Eu gostei, gostei mais da equipe hoje. Achei que o time hoje portou-se melhor. A gente sai com uma derrota, mas com uma expectativa melhor”, concluiu. 

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