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Havia um Mister M na torcida do Palmeiras x Corinthians. Era Mauro Beting

Fox Sports/Divulgação
Imagem: Fox Sports/Divulgação

Bruno Doro

Do UOL, em São Paulo

11/03/2015 06h00

Torcer pelo Palmeiras no meio da torcida do Corinthians, ainda mais em uma semifinal de Copa Libertadores, é feito para mágicos. Lembra do Mister M, o "príncipe dos sortilégios" do Fantástico? Ele já realizou a façanha...

Em 2000, quando o Palmeiras venceu o Corinthians, nos pênaltis, na semifinal da Libertadores, o comentarista (e palmeirense) Mauro Beting se fantasiou de mágico para assistir à partida. Acabou nas cadeiras cativas, sendo xingado por corintianos. Quer saber como foi a história? O próprio Mauro recorda: "Fui para o estádio com 20 amigos da Band. Eram 17 corintianos e três palmeirenses. Na época, eu era o único que fazia televisão. E como as cabines de imprensa do Morumbi estavam em reforma, ficamos nas cativas. O problema é que só tinham corintianos nas cadeiras. Como eu queria torcer, fui para o fundão e coloquei a máscara de Mister M".

"Eu estava vendo o jogo, tranquilo, até que o Palmeiras fez 1 a 0 (gol de Euller). Comecei a comemorar e os corintianos viraram para trás. Eu, com a máscara do Mister M verde, era o único comemorando. Os caras começaram a me xingar, partiram para cima. E eu pensei: "Vai sobrar pra mim... E se arrancarem a máscara e me reconhecerem, vai sobrar mais ainda..."

"Fui, então, para outro lado do estádio, onde encontrei o Zé Elias. Ele é meu amigo há muito tempo e, na época, estava jogando na Internazionale. Fiquei assistindo ao jogo com ele. Quando o placar chegou aos 3 a 2 e eu percebi que a decisão iria para os pênaltis, eu lembrei: 'Cara, estou de Mister M. Eu quero comemorar se o Palmeiras ganhar, mas vou querer sumir do mundo se o Palmeiras perder'. O que eu fiz? Naquela época, morava perto do Morumbi. Então, peguei um táxi correndo e fui para casa. Cheguei no momento da primeira cobrança. Vi a cobrança do Marcelinho, os 5 a 4 nos pênaltis e fiquei, obviamente, alucinado."

"Meu filho estava com um ano e meio e eu o acordei, coloquei a faixa de campeão da Libertadores, chacoalhei, beijei. Quando ele começou a chorar, tinha certeza que um dia ele iria me agradecer por ter chorado naquele dia. Mas ficou a pergunta: como vou comemorar? Liguei para alguns amigos e fui paro o Joakins, uma lanchonete na Joaquim Floriano, onde sempre comemorava. Cheguei com a máscara. Na calçada, fiquei de joelhos, como o Marcos, levantando os dedos para cima. O pessoal adorou, tinha um monte de palmeirense. Fiz isso em outras grandes vitórias, mas essa é a mais famosa."

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