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Sucesso da Copa encerra temor de interessados em dar nome ao Itaquerão

Cadeiras começam a ser retiradas de arquibancadas provisórias do Itaquerão - Divulgação
Cadeiras começam a ser retiradas de arquibancadas provisórias do Itaquerão Imagem: Divulgação

Pedro Lopes

Do UOL, em São Paulo

16/07/2014 06h00

O negócio ainda deve demorar alguns meses para ser fechado, mas pelo menos um dos obstáculos que poderia atrasar a venda dos naming rights do Itaquerão foi superado com a realização da Copa do Mundo. Os árabes temiam pela reação popular ao Mundial e pelo funcionamento do estádio, que ficou pronto em cima da hora.

O receio começou em 2013, com as manifestações durante a Copa das Confederações, que contaram, no total, com a participação de 863 mil pessoas. Na ocasião, membros das cúpulas das duas companhias aéreas interessadas – Emirates e Ettihad – confidenciaram a intermediários na negociação medo de investir R$ 400 milhões em um produto que gerava revolta na população brasileira.

Os árabes ouviram que o fenômeno era passageiro e receberam a garantia de que a maior parte da população brasileira era a favor da Copa do Mundo – que seria um sucesso - e apaixonada por futebol. Um ano depois, a avaliação é de que a previsão se confirmou.

O UOL Esporte apurou que a boa organização do Mundial e os poucos protestos – bem menores do que os de 2013 – aqueceram o interesse dos árabes. A constatação foi que, de fato, o interesse pelo futebol continua grande e deve ser impulsionado pelo novo estádio.

A organização no entorno do estádio também chamou a atenção – em São Paulo, não houve um incidente como a invasão do setor de imprensa do Maracanã, na partida entre Chile e Espanha. A logística de transporte até o local também funcionou bem.

A reação positiva, porém, não significa caminho livre para bater o martelo. As duas companhias aéreas ainda têm operações limitadas no Brasil, e o investimento é muito alto – é natural que seja analisado exaustivamente.

O responsável pela negociação por parte do Corinthians e agora candidato a deputado federal Andrés Sanchez já viajou três vezes aos Emirados Árabes para negociar. O clube utiliza pelo menos dois intermediários nas conversas: um fundo de investimentos com relações com a família real do país, e com o empresário brasileiro Francesco Arruda, que trabalha no mercado do futebol no Oriente Médio e tem boa relação com familiares de Mohammed bin Rashid Al Maktoum, vice-presidente do país árabe.

A reportagem procurou a assessoria de campanha de Andrés Sanchez para perguntar qual o próximo passo na negociação, mas não conseguiu contato.

Nesta quinta, o Itaquerão volta às mãos do Corinthians e será palco do duelo entre os donos da casa e o Internacional, às 19h30, pelo Campeonato Brasileiro.

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