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Irmão de santista morto desabafa: "Ele nunca mexeu com ninguém"

Bruno Thadeu

Do UOL, em São Paulo

25/02/2014 10h02

O velório e o enterro do torcedor santista Márcio Barreto de Toledo, morto após ser atacado por um grupo de torcedores ligado a uniformizadas do São Paulo no último domingo, foram marcados por um discurso emocionado do irmão dele, Marcelo Aparecido, que disse que Márcio pagou por uma “besteira”, a briga entre pessoas por causa de times de futebol.

“Não interessa se você é corintiano, são-paulino, torce para o Palmeiras ou para o Santos. Deus deu liberdade para torcer para qualquer um. O importante é ter respeito. Esse cara jamais mexeu com alguém, era uma pessoa super tranquila, mas está pagando por uma besteira que é morrer por uma camisa, e que vocês saibam que conviver que futebol não é a coisa mais importante do mundo”, disse, batendo algumas vezes no caixão do irmão.

Marcelo pediu ainda que os torcedores organizados do Santos não pensem em vingança. "Não é isso que eu quero, não tem que revidar. Numa dessas pode morrer um são-paulino que não tem nada a ver com a história, igual aconteceu com o meu irmão", disse.

Cerca de 20 integrantes da Torcida Jovem, maior organizada do Santos, compareceram ao Cemitério de Itaquera na manhã desta terça-feira. Familiares também estiveram presentes. A mulher de Márcio, Samanta Ferreira dos Santos, levou o filho do casal, de apenas cinco meses, para se despedir do pai. Ela não quis dar entrevistas durante a cerimônia.

Márcio foi espancado com socos, pontapés e golpes com barras de ferro em um ponto de ônibus na avenida Conde de Frontin, na Radial Leste. Os agressores foram vistos saindo de dois carros já com as barras de ferro nas mãos. Márcio ainda foi levado ao hospital do Tatuapé em estado grave, mas morreu horas depois.

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