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Palmeiras não quer transformar centenário em "inimigo" do clube

Mauricio Duarte

Do UOL, em São Paulo

28/11/2013 06h00

Dentro do Palmeiras, há um movimento para que o ano de 2014, em que o clube completa 100 anos, não se torne um fardo. A diretoria deu o recado de que a data especial não deve ser tratada como uma pressão a mais. A intenção é preservar jogadores e comissão técnica e também não criar grandes expectativas nos torcedores. Vai haver festa, mas isso não virá necessariamente com shows dentro de campo.

“O centenário, para os jogadores, tem que ser um motivo de alegria e orgulho, não pode se tornar um inimigo. Tem que ter a responsabilidade que é cobrada de vestir a camisa do Palmeiras em qualquer ano”, explicou o presidente Paulo Nobre.

O treinador Gilson Kleina, agora confirmado como o comandante do time alviverde em 2014, foi pelo mesmo caminho. “Primeiro, não vou colocar ano do centenário como peso maior. Os mesmos três pontos deste ano são os do ano que vem. Nós temos que entender o que vale o centenário para o torcedor. Mas não adianta achar que vai ser diferente do que temos que fazer dentro de campo. Não podemos colocar uma pressão onde ela já existe”, comentou.

Nobre disse ainda que buscará reforços e que essa procura será mais intensa agora que a comissão técnica está definida. No entanto, não quis dar nomes. “Acho que qualquer grande nome cabe em um clube como o Palmeiras. Basta ver se a comissão técnica acha que é positivo. Todo bom profissional tem lugar aqui”, afirmou.

Por fim, presidente e treinador descartaram poupar jogadores durante a temporada ou privilegiar este ou aquele campeonato. “Vamos ter força máxima em todos os torneios. O Palmeiras, sempre que entrar em campo, tem que visar a vitória, nem que seja em amistoso”, completou o mandatário.

Novamente, foi secundado pelo treinador do time do Palestra Itália em seu discurso motivador. “Hoje temos uma equipe comprometida com o resultado, um vestiário fortalecido, resgatamos a confiança de todos. A entrega vai ser ainda muito maior”, projetou Gilson Kleina.

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