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Palmeiras promete reforços e diz que avaliou outros nomes antes de Kleina

Paulo Nobre e Gilson Kleina concedem entrevista no Palmeiras - Mauricio Duarte/UOL
Paulo Nobre e Gilson Kleina concedem entrevista no Palmeiras Imagem: Mauricio Duarte/UOL

Mauricio Duarte

Do UOL, em São Paulo

27/11/2013 18h16

Na tarde desta quarta-feira, o presidente Paulo Nobre confirmou que assinou contrato de 12 meses com o treinador Gilson Kleina, que estará à frente da equipe no ano de seu centenário. Mais do que isso, prometeu reforços para 2014. Não deu nomes nem posições, mas garantiu que o atual elenco será preenchido com novos jogadores.

“Responsabilidade de reforçar a equipe é obrigação do Palmeiras, para que não seja coadjuvante e possa brigar por títulos. Um ponto importante na conversa com o Kleina foi as contratações pontuais para ter um elenco ainda mais forte para que ele possa atingir seus objetivos variáveis e o Palmeiras ganhe as competições”, declarou.

As variáveis do contrato são as metas estipuladas em contrato para que o comandante alviverde consiga bonificações extras em seu salário. “Não vou dizer detalhes de numero do contrato, mas o conceito. Tem uma parte fixa e outra com objetivos traçados de acordo com os campeonatos de 2014. Caso essas metas forem sendo atingidas, têm variáveis de contrato. É um conceito muito corriqueiro no mercado financeiro. Caso ele vingue aqui vai ser muito saudável para a instituição. Acho muito importante esse conceito”, disse Nobre.

Ao lado de um Gilson Kleina mostrando cansaço após a reunião de oito horas que definiu sua permanência nesta terça, Nobre admitiu que outros técnicos, além do argentino Marcelo Bielsa, foram avaliados. “Avaliamos cinco ou seis técnicos e se falaram em nomes que não estavam nem em cogitação e nem fazia parte da lista”, afirmou o dirigente.

Kleina mostrou alívio por ter finalmente renovado.  “Estou muito satisfeito por dar continuidade nesse trabalho, por continuar no Palmeiras. Uma negociação boa é quando é boa para as duas partes. Vamos começar agora o planejamento para 2014 para com o apoio do torcedor tenhamos muito êxito”, afirmou o treinador.

“É um contrato diferente, talvez inédito no Palmeiras. Quero enaltecer muito aqui o profissionalismo do Kleina. Um técnico que eu tenho um profundo respeito e que nós concluímos que seria o adequado para conduzir o Palmeiras em 2014. Um técnico que confia muito em seu trabalho e eu valorizo isso. Diante disso chegamos a um acordo que ficou bom para ele e para o Palmeiras. Estamos tentando implementar um modelo de trazer a produtividade para dentro do contrato. Só posso dizer que ele consiga conquistar toda a parte variável do contrato, porque caso ele consiga o Palmeiras vai ganhar muito também”, concluiu Nobre.

O presidente disse também que existe uma espécie de multa de três salários para o caso de o treinador ser demitido. Porém, caso ele consiga outro time imediatamente, o Palmeiras se desobriga de pagar ao treinador. 

O novo acordo entre Kleina e Palmeiras, selado na terça-feira, tem validade até o fim de 2014. Inicialmente, o Palmeiras pretendia reduzir o ordenado de Kleina, oferecendo bônus por produtividade. Muito desgastado e irritado com a postura da diretoria, o técnico bateu o pé e não aceitou a redução de salários, mas aceitou a ideia de bonificação por objetivos. 

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