PUBLICIDADE
Topo

Futebol

WTorre insiste que Palmeiras quer mudar contrato de novo estádio

Do UOL, em São Paulo

22/10/2013 19h28

A WTorre emitiu um comunicado oficial logo após a entrevista que o presidente Paulo Nobre concedeu para falar sobre o impasse que clube e construtora vivem a respeito da nova arena. A empresa alega que a atual diretoria alviverde quer alterar o contrato existente e aprovado e ressaltou que 100% da bilheteria pertence ao clube. No entanto, manteve a decisão de não abrir mão de comercializar as cadeiras do estádio.

Os principais impasses entre as partes são o preço que será cobrado nos ingressos e também a comercialização das cadeiras. Embora diga que a bilheteria será toda do clube, a construtora pleiteia o direito de determinar o preço dos ingressos, coisa que o Palmeiras não aceita. 

O comunicado elenca ainda uma série de vantagens que o palmeiras obteve com o contrato, segundo a construtora. “Em estudo entregue recentemente pela WTorre ao presidente Paulo Nobre, ficam evidentes as vantagens trazidas pelo projeto ao time. Ao todo, o acordo tem potencial de gerar uma receita bilionária para o clube no prazo de vigência do contrato”, diz o documento.

O texto divulgado pela empresa afirma ainda que “a participação do clube se dá em percentuais crescentes (5% a 30% e 20% a 45%, dependendo do tipo de atividade) sobre a receita líquida, não sobre o resultado. Na prática, todo o risco do empreendimento é da WTorre. O clube não corre risco sobre a operação”. Ou seja, isso valeria também para as cadeiras.

Segundo o Palmeiras, foi sugerido que dois setores do estádio ficassem sem cadeiras, o que aumentaria a capacidade de 45 para 50 mil lugares, só que a WTorre não aceitou a proposta. O clube alega que a empresa só pode vender 10 mil cadeiras especiais. As do clube não seriam vendidas, e sim reservadas aos sócios-torcedores.

Leia a íntegra do comunicado:

São Paulo, 22 de outubro de 2013 –  Desde 2008, a WTorre aceitou o desafio de viabilizar a construção da mais relevante arena multiuso do País. Para tanto, conduziu negociações com o Palmeiras, um clube historicamente receptivo à inovação, e chegou a um acordo que deu segurança a todas as partes, em uma relação de ganha-ganha. Recentes reportagens publicadas na imprensa, no entanto, exigem esclarecer a forma de condução das negociações e os principais termos do contrato.

•         Em 2008, o clube formou um grupo executivo multidisciplinar para o projeto da arena, composto de diretores das áreas Jurídica, Administrativa e de Planejamento da Sociedade Esportiva Palmeiras (SEP), além de membros do COF (Conselho de Orientação e Fiscalização), entre outros. Do grupo faziam parte Antônio Carlos Corcione, Antônio Augusto Pompeu de Toledo, José Cyrillo Júnior, Luiz Gonzaga Belluzzo, Marcelo Solarino e Vicente Criscio, entre outros. Foi esse grupo que, durante meses, discutiu as bases do acordo com a WTorre.

•         O clube ainda contou com profissionais externos, para assessorá-lo na negociação, contratando a PluriCorp S.A. Engenharia Financeira e Societária, na pessoa do consultor Vladimir Antonio Rioli, além do escritório Duarte, Garcia, Caselli, Guimarães e Terra Advogados Associados, representado por seu sócio Dr. Marcelo Terra, considerado um dos melhores advogados especializados em direito imobiliário do Brasil.

•         A pedido do clube, a PluriCorp entregou estudo comparativo dos grupos procurados pelo Palmeiras para a construção da arena, desde a época da Comissão Pró Estádio, instituída ainda na gestão do presidente Mustafá Contursi. A conclusão do relatório, dividida com o Conselho Deliberativo e com a Diretoria do clube, foi que apenas a proposta formulada pela  WTorre atendia a todos os requisitos exigidos pela SEP.

•         Após a Diretoria do clube aprovar a proposta negociada entre a comissão e a WTorre, o modelo de negócios foi submetido ao Conselho Deliberativo, que aprovou integralmente o material.

•         Com o modelo de negócios aprovado, foi elaborada a versão do documento de entendimento entre as partes, que deu origem a uma minuta de contrato.

•         Essa minuta foi submetida ao COF, que deu seu parecer afirmando que o documento espelhava fielmente o modelo de negócios apresentado e aprovado pelo Conselho Deliberativo.

•         Esse documento ficou à disposição para consulta dos sócios na secretaria do clube, antecedendo a Assembleia Geral de Sócios, no qual o acordo foi aprovado, permitindo ao então presidente, Affonso Della Monica, assinar o contrato.  

Todo esse processo permitiu uma completa avaliação do acordo por parte de todos os envolvidos, desde conselheiros, membros da Diretoria e do COF, como também pelos associados do clube. O acordo garantiu ao Palmeiras vantagens como:

- zero de dívida e zero de investimento;
- novas instalações para o clube social (mais de 20 mil m² de área construída, orçada em R$ 75 milhões) já entregues;
- manutenção de 100% da receita de bilheteria dos jogos do clube;
- participação em todas as receitas da arena, como patrocínios, venda de alimentos e bebidas, estacionamento, aluguel para shows, aluguel de cadeiras e camarotes, entre outras. A participação do clube se dá em percentuais crescentes (5% a 30% e 20% a 45%, dependendo do tipo de atividade) sobre a receita líquida, não sobre o resultado. Na prática, todo o risco do empreendimento é da WTorre. O clube não corre risco sobre a operação;
- nenhum período de carência. O Palmeiras começa a receber desde o primeiro dia de funcionamento da arena.

Portanto, conforme os termos do contrato, o Palmeiras tem acesso, sim, às receitas de venda de cadeiras, mas nos percentuais estabelecidos no acordo firmado. Além disso, mantém acesso a 100% da arrecadação com as bilheterias nos jogos de futebol. O que a nova diretoria do clube pretende é alterar o que já está contratado faz muito tempo.

Em estudo entregue recentemente pela WTorre ao presidente Paulo Nobre, ficam evidentes as vantagens trazidas pelo projeto ao time. Ao todo, o acordo tem potencial de gerar uma receita bilionária para o clube no prazo de vigência do contrato.

A WTorre tem feito todos os esforços para buscar o entendimento com a atual diretoria do clube, a mesma postura que sempre adotou na relação com o Palmeiras. Garantir a observação dos direitos e dos interesses do clube é uma premissa da empresa, pois entende que somente dessa forma será possível preservar uma relação de 30 anos. O objetivo imediato é assegurar a finalização do projeto e a concretização dos benefícios previstos no plano de negócios para todas as partes.

O presidente Paulo Nobre se reuniu com o Conselho deliberativo do Palmeiras para discutir as questões conflitantes do estádio. Entenda abaixo as divergências.

 

Futebol