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Conselho Fiscal do Vasco reprova por unanimidade contas de 2011 da gestão Dinamite

Dinamite teve as contas reprovadas e agora espera a votação do Conselho Deliberativo - Pedro Ivo Almeida/ UOL Esporte
Dinamite teve as contas reprovadas e agora espera a votação do Conselho Deliberativo Imagem: Pedro Ivo Almeida/ UOL Esporte

Vinicius Castro

Do UOL, no Rio de Janeiro

05/09/2012 11h00

O Conselho Fiscal do Vasco recomendou a reprovação das contas referentes ao ano de 2011 da gestão Roberto Dinamite. Por unanimidade, os conselheiros protocolaram no clube o parecer. Agora, o Conselho Deliberativo marcará uma reunião para a votação final do caso. Caberá aos 300 integrantes do Deliberativo a definição da questão e se existe a necessidade de algum tipo de punição ao mandatário.

VASCO VÊ INSUCESSO DA ÁREA VIP E BUSCA 'SALVAR' ESPAÇO COM PARCEIROS

  • Espaço moderno, confortável e com mordomias para os torcedores. Assim é a área vip de São Januário, localizada atrás de um dos gols do estádio e que completa um ano de inauguração no próximo dia 29. A data poderia ser festejada, mas o insucesso do projeto até o momento exige mudanças para “salvar” o setor e alavancar os lucros do clube. A aposta está em um parceiro para gerir o local e na exploração dos 34 camarotes da Colina histórica.

Composto por três membros – dois da situação e um da corrente de oposição Cruzada Vascaína -, o Conselho Fiscal se baseou em irregularidades encontradas nos contratos que envolvem o programa de sócios “O Vasco é meu” e com a Penalty, fornecedora de material esportivo, para fechar o parecer.

Além disso, os erros no balanço apresentado pelo vice-presidente de finanças Nelson Rocha não passaram em branco. A reprovação foi considerada um episódio de destaque nos bastidores da Colina histórica, principalmente em razão do veto dos conselheiros ligados diretamente ao presidente Roberto Dinamite.

Conforme o UOL Esporte divulgou no mês de abril, a frequência dos questionamentos sobre os contratos gerou uma investigação do Conselho Fiscal. Os conselheiros detectaram falhas no programa de sócios e evidências de prejuízos financeiros. As principais queixas estavam ligadas ao fato de o clube não ter acesso à conta corrente do programa e extratos mensais. Além disso, a empresa responsável pelo funcionamento retém porcentagem excedente pela prestação do serviço.

Embora os valores sejam mantidos em sigilo, a reportagem apurou na época que o Vasco repassava algo em torno de 23% do captado mensalmente, mais do que os 15% acordados em contrato. A diretoria se defendeu e alegou que a arrecadação mensal com o programa de sócios era de R$ 330 mil. No entanto, as contas apontaram que o montante não superava R$ 220 mil. O prejuízo passa de R$ 1,3 milhão por ano.

Atualmente, a administração ainda seleciona documentos para esclarecer o contrato e entregá-los ao Conselho Fiscal após cobrança pública do Conselho Deliberativo. Fornecedora de material esportivo, a Penalty repassa apenas R$ 75 mil por mês em royalties de acordo com o último levantamento realizado pelo Conselho Fiscal.