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Herói do tetra, Branco revela filho gerado na Copa de 94 e quer 'trave sagrada' de Dallas

Ex-lateral quer decorar residência em Bagé com a trave que "empurrou" bola para o gol - Reuters
Ex-lateral quer decorar residência em Bagé com a trave que 'empurrou' bola para o gol Imagem: Reuters

Bruno Thadeu

Do UOL, em Dallas (Estados Unidos)

04/06/2012 13h18

A seleção brasileira disputou e perdeu amistoso contra o México, 2 a 0, retornando a Dallas quase 18 anos depois da conquista do tetra. A cidade abrigou o jogo considerado a final antecipada da Copa de 94 entre Brasil x Holanda, que ficou marcado pelo gol anotado por Branco, de falta. A bola resvalou na trave antes de entrar, decretando 3 a 2 e o avanço às semifinais do Mundial.

COPA DE 94 PARA BRANCO: TÍTULO E FILHO GERADO DURANTE FOLGA DO ELENCO

  • Folha Imagem/Arquivo

    O ex-lateral esquerdo da seleção, Branco, com sua esposa, Martha, em encontro nos EUA, em 1994

Herói da seleção na partida e atualmente sem emprego (seu último trabalho foi como técnico do Figueirense), Branco deseja voltar aos Estados Unidos desta vez para realizar duas tarefas: “importar” a trave daquele jogo realizado em Dallas e mostrar ao filho Stéfano o país em que o rapaz agora de 17 anos foi gerado .

Branco quer transformar a trave de Dallas, na qual ele chama de “sagrada”, em atração turística em Bagé, no Rio Grande do Sul. Ou pelo menos para decorar a entrada de sua residência, na pequena cidade gaúcha, onde nasceu.

“Bem que eles [responsáveis pelo estádio em Dallas] poderiam me dar a trave de presente. Até hoje me associam ao gol que eu fiz, onde a bola deu toquezinho na trave. Para mim tem um grande valor. Se eu conseguir a trave, vou colocar em frente à minha casa em Bagé. Vai ficar bonito”, comenta Branco.

Stéfano foi gerado durante a Copa do Mundo de 1994. Em um dia de folga do elenco na época, Branco pôde ficar com a mulher Martha. Nove meses depois nascia Stéfano.

“Não foi igual ao Garrincha, não [que gerou filho com uma sueca desconhecida durante a Copa da Suécia de 1958]. Eu estava com a minha esposa lá. Foi tudo certinho [risos]. De repente se eu puder ir a Dallas novamente levarei meu filho e mostrar a trave que tanto me trouxe alegria. Vou dar um beijo na trave, com certeza”.

O desejo de rever o poste branco não será possível. A trave e o campo de futebol em que o Brasil derrotou a Holanda por 3 a 2 não existem mais. Para o Mundial de 94, a organização readaptou campos de futebol americano para o “soccer”, como eles chamam o futebol.

Neste retorno a Dallas, a seleção brasileira atuou em outro estádio. O jogo contra os mexicanos ocorreu no Dallas Cowboys, modernizado em 2008 (cuja construção custou US$ 1,4 bilhão) e considerado um dos mais modernos dos EUA. O Cotton Bowl, onde a seleção venceu a Holanda em 1994, foi comprado por uma equipe universitária de futebol americano. Em vez da trave, foi erguido um Y (uma trave do futebol americano).

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