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Raí faz campanha para o parceiro Leonardo na CBF e prevê candidatura em 2015

Diretor-esportivo do PSG, Leonardo é a aposta de Raí para a presidência da CBF a partir de 2015 - Bertrang Guay/AFP
Diretor-esportivo do PSG, Leonardo é a aposta de Raí para a presidência da CBF a partir de 2015 Imagem: Bertrang Guay/AFP

Gustavo Franceschini

Do UOL, em São Paulo

30/03/2012 06h00

Experiente, esclarecido e bem-visto pelo público, Raí é uma aposta frequente para a presidência da CBF (Confederação Brasileira de Futebol) no futuro.

Porém, questionado sobre o assunto, ele diz já ter um preferido para o posto e diz até que o amigo Leonardo aceitaria o desafio, dependendo de como a proposta for feita.

“O meu candidato para a CBF é o Leonardo. É uma pessoa conhecida em vários países, que tem trânsito na Uefa e na Fifa, que está preparado. Se houver uma mobilização pública e o espaço para que um esportista ocupe o cargo, tenho certeza de que a ideia vai mexer com ele”, disse Raí, no lançamento de uma pesquisa do Ibope sobre educação física nas escolas públicas encomendada pela ONG Atletas pela Cidadania, que o ídolo são-paulino preside.

Aposentado em 2003, Leonardo ocupou durante seis anos o cargo de diretor do Milan, trabalhando especialmente como consultor no mercado internacional. Em 2009, aventurou-se na carreira de técnico, começando pelo próprio clube rubro-negro italiano, que treinou até o meio de 2010.

No primeiro semestre de 2011, ele ainda teve uma outra chance na função na rival Inter de Milão, e desde o meio do ano passado é o manda-chuva do futebol do PSG.

Raí não sabe dizer se o amigo, de quem é sócio na Fundação Gol de Letra, está disposto a tentar o cargo de presidente da CBF hoje, até por estar no início de um projeto, mas crê que isso seja possível até 2015, quando acaba o mandato de José Maria Marin, que substituiu Ricardo Teixeira há poucas semanas.

Desde a queda do cartola que dominou o futebol brasileiro desde o fim dos anos 1980, pelo menos dois ex-jogadores se colocaram à disposição para o cargo: Ronaldo e o zagueiro Paulo André, do Corinthians. Para Raí, é importante que mais ex-jogadores participem das questões políticas do esporte.

“É um sinal de que as coisas podem mudar. Apesar de não ter sido espontâneo, mas resultado da queda do Ricardo Teixeira, essas manifestações são uma prova disso. Em um sistema que concentra muito poder em um só, as pessoas temem represálias e não são estimuladas a pensar”, disse Raí.

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