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Diretor da Globo explica opção da Fifa: "Estamos mil anos à frente da Record"

Gustavo Franceschini

Do UOL, em São Paulo

01/03/2012 16h11

Classificação e Jogos

A Fifa escolheu seguir parceira da Globo na transmissão da Copa do Mundo em 2018 e 2022 ao comparar o trabalho da emissora carioca à Record. Esta é a visão de Marcelo Campos Pinto, executivo da Globo Esportes, que foi duro ao comentar sobre a diferença entre as duas concorrentes.

“A Globo está mil anos-luz à frente da Record. Quando eles comparam o Pan da Record com um Pan e uma Olimpíada da Globo, não tem comparação. Foi o que eles disseram”, disse Campos Pinto, em referência à Fifa.

“Quando uma empresa do porte da Fifa vai vender os direitos, ela não olha só para o dinheiro. Eles estão tendo com a Copa de 2014 uma experiência que nunca tiveram antes. Estamos produzindo todas as coisas. O sorteio preliminar nós é que fizemos, faremos também com o sorteio da Copa das Confederações e o da Copa. Isso para eles é muito bom, porque eles não têm de trazer isso da Europa”, disse Campos Pinto.

A notícia da negociação dos direitos de TV caiu como uma bomba no mercado na última terça. Sem licitação, a Globo estendeu o contrato com a Fifa pelas Copas de 2018 e 2022. A emissora já é dona dos direitos de 2014, sublicenciados para parceiras como Band, Bandsports e Espn Brasil, além do Sportv.

NOS EUA, MESMO CONTRATO RENDEU CERCA DE US$ 1 BI

"Reproduzo estes números para mostrar o que está em jogo. No Brasil, a Fifa vendeu sem licitação e por valores não revelados"

A Record, na última quarta, posicionou-se sobre o assunto, classificando a negociação como “não transparente” e prometendo buscar seus direitos nas Justiças suíça (país em que a Fifa está sediada) e brasileira. Para Campos Pinto, a ideia não faz sentido.

“Quando a Record conseguiu os direitos dos Pan-Americanos de 2015, 2019 e 2023, ela renovou unilateralmente com a Odepa [Organização Desportiva Pan-Americana] e a Globo não falou nada. A Globo acha natural o dono do direito decidir. Agora eles estão reclamando do quê?”, disse o executivo.

A Record foi consultada novamente pela reportagem para posicionar-se a respeito das críticas feitas pelo rival. A emissora, no entanto, entende que trata-se de uma opinião e prefere não fazer comentários sobre o assunto.

Atualmente, o grande trunfo da Record na briga pelos direitos é a Olimpíada de Londres, que será exibida por ela com exclusividade na TV aberta. Em 2016, com a competição acontecendo no Rio de Janeiro, a Globo voltará à disputa.

“Para 2016 eles [COI] venderam primeiro para nós, em caráter não exclusivo na TV aberta e em caráter exclusivo na TV fechada, na internet e em telefonia celular. Só depois é que eles venderam a TV aberta para a Record, também em caráter não exclusivo. Eu acho que quando fazem primeiro conosco eles estão dando mostras de que aprovam nosso trabalho”, disse Campos Pinto. 

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