Topo

Esporte


"Itaquerão será sempre Itaquerão", diz executivo de banco que recusou nomear arena corintiana

Perspectiva de como será a área interna do estádio do Corinthians, em Itaquera - Divulgação
Perspectiva de como será a área interna do estádio do Corinthians, em Itaquera Imagem: Divulgação

Do UOL, em São Paulo

20/02/2012 06h01

O banco BMG, de Minas Gerais, foi procurado pelo Corinthians, que ofereceu à instituição o direito de nomear o estádio que o clube está construindo em Itaquera, na zona Leste de São Paulo, por R$ 350 milhões.

O banco, porém, recusou a oferta, de acordo com seu vice-presidente, Márcio Alaor, pois o retorno não seria compensatório. "O Itaquerão sempre vai ser o Itaquerão. Ninguém vai chamar de BMGzão", afirmou o executivo à revista Isto É Dinheiro, na edição que está nas bancas nesta semana.

VEJA ANIMAÇÃO 3D DE COMO SERÁ O ESTÁDIO DO CORINTHIANS EM ITAQUERA

O ponto de vista do executivo reflete uma preocupação que os dirigentes corintianos demonstram ter desde que a arena que está construindo recebeu o apelido. Logo que o estádio começou a ser construído, seguindo exemplos como Pacaembu, Canindé e Morumbi, grande parte dos torcedores e da imprensa passaram a chamar o estádio de Itaquerão.

Os dirigentes do Corinthians nunca gostaram do apelido, embora não cheguem a admitir que o motivo é que o nome informal pode atrapalhar nas negociações para o naming right.

No dia 23 de janeiro deste ano, o diretor de marketing do clube alvinegro, Luis Paulo Rosenberg, afirmou que não há pressa para definir quem comprará o direito de nomear o estádio. O cartola pediu, porém, para que o termo Itaquerão não seja utilizado. “A cada semana que passa, aquilo ganha cara de estádio. Quero vender uma realidade e não um sonho. Contatos têm sido feitos e existe um apelo enorme", afirmou o cartola.

Ao ser questionado se o termo Itaquerão pode prejudicar a venda do naming rights, Rosenberg respondeu: “Não acho que atrapalha, acho que agride, demonstra desprezo, irrita, agrada outras torcidas. Tenho certeza que vamos prestigiar quem comprar essa propriedade.”

O apelido do estádio não é o único problema na hora de negociar o naming right. Segundo Márcio Alaor, do BMG, o retorno para o banco pelo direito que comprou em 2011 de nomear os campeonatos de Minas Gerais e Espírito Santo ficou abaixo do esperado. "Ainda é muito complicado (nomear campeonatos e estádios), porque a TV não fala o nome do patrocinador.

Corinthians e Palmeiras, que vem construindo sua Arena Palestra na Zona Oeste paulistana, estão atentos sobre a questão. Conforme informou o Blog do Perrone, em abril do ano passado, os dois clubes insistiram para a TV Globo colocar em contrato de transmissão do Campeonato Brasileiro que se comprometeria a falar o nome de eventuais patrocinadores de seus futuros estádios.

Cartolas do alvinegro chegaram até a dizer que não fechariam com a emissora se ela não concordasse com essa cláusula. A pressão não adiantou. A Globo se recusou, e o contrato foi assinado de qualquer maneira. 

Já o batismo da praça em frente ao futuro estádio corintiano deverá ser determinado por razões outras que as econômicas. O clube articula junto à prefeitura para que o local leve o nome do ex-jogador Sócrates, morto no dia 4 de dezembro do ano passado.

A  ideia foi inspirada no pedido da torcida para que a sede da abertura da Copa do Mundo de 2014 levasseo nome de Sócrates. O Corinthians nem cogita essa hipótese, já que a negociação dos naming rights do estádio são vistas como fundamentais para que o balanço da construção fique positivo.

 

 

Esporte