Topo

Ganso e Oswaldo são advertidos pelo STJD por discussão em Flu x Santos

Ganso. do Fluminense, presta depoimento no STJD: meia foi advertido - Caio Blois/UOL Esporte
Ganso. do Fluminense, presta depoimento no STJD: meia foi advertido Imagem: Caio Blois/UOL Esporte

Caio Blois

Do UOL, no Rio de Janeiro

14/10/2019 14h13

Paulo Henrique Ganso foi apenas advertido pela discussão com Oswaldo de Oliveira em julgamento no Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD). Além do meia, outros 10 foram denunciados por incidentes no empate entre Fluminense e Santos, pelo Campeonato Brasileiro. O treinador, que recebeu a mesma punição que o camisa 10 pela briga, foi suspenso por dois jogos pelo gesto obsceno para a torcida tricolor na saída de campo.

"A gente teve uma discordância tática na hora do jogo. Ele já tinha falado comigo, respondi e saí do jogo. Na tensão da partida, uma fase complicada, acabei falando "burro, burro para c...". Mas depois resolvemos, nos abraçamos e ficou resolvido. Foi no calor do jogo, nada além disso. Nunca tive problema com o treinador em nenhum treinamento. Não o ofendi em campo. Respondi a ele dizendo que estava voltando", contou Ganso em depoimento.

Questionado se acabou "premiado" pela demissão do treinador e por ter sido capitão da equipe no jogo seguinte, contra o Grêmio, o jogador rechaçou a hipótese.

"Eu sempre sou o segundo capitão. Aconteceu em partida pouco antes, contra o Corinthians, na Copa Sul-Americana, eu fui o capitão. Não tem premiação. Eu fui multado, consta no meu contrato. Como você mesmo mencionou, tem muitas crianças assistindo e com certeza me arrependi. Serviu para reflexão, é algo também que serve de aprendizado, que existe uma tensão, uma preocupação para dar felicidade para muita gente. Numa partida de futebol quando não tem concordância entre companheiros, treinadores, acaba tendo uma discussão com termos ríspidos, pela tensão. Não consegue sempre falar "por favor" ou "obrigado". Mas é um momento de tensão, de tentar vencer, levar a vitória para a torcida e para casa", disse Ganso

Outros julgados no STJD nesta segunda-feira (14), Digão foi suspenso por um jogo pela expulsão na partida, quando acertou o atacante Marinho, já caído, com um chute no rosto. O jogador do Santos, que também foi expulso no jogo, foi absolvido. Outro que recebeu o cartão vermelho, o também defensor Frazan recebeu um jogo de suspensão. Os dois zagueiros do Flu já cumpriram a suspensão na vitória contra o Grêmio.

Além deles, três dirigentes do Fluminense foram denunciados pela procuradoria do Tribunal. O gerente-geral do clube, Fernando Simone, confessou ter xingado o árbitro Wilton Sampaio (GO), como consta na súmula, e foi punido com uma suspensão de 20 dias e R$ 5 mil reais. Já o supervisor Rodrigo Henriques e o auxiliar de supervisão Allan Neiva foram absolvidos pelo órgão, bem como o gandula George Allan Nascimento Moura, citado no documento oficial da partida.

Também citados na denúncia, o Flu recebeu multa de R$ 5 mil por incidentes na saída de campo. A Federação de Futebol do Estado do Rio de Janeiro (FERJ) foi absolvida pela expulsão do gandula pela arbitragem.

Após o julgamento, o presidente Mario Bittencourt considerou o resultado justo, apesar de ver um contorno midiático desproporcional.

"Não esperava que fosse diferente, foram condutas de jogo. Discussão que acontece. A gente fez um bom trabalho, a equipe jurídica montou teses muito consistentes. Todos os méritos têm que ser dados aos profissionais do departamento. Acho que foi desproporcional a questão midiática do julgamento, a divulgação, o tamanho que se tomou o caso, talvez porque tenha sido o Ganso, o treinador, a reação da opinião pública", declarou.