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Seleção Brasileira


Com pouco brilho e muitas dores, Neymar dá adeus melancólico à Copa

Danilo Lavieri, Dassler Marques, João Henrique Marques, Pedro Ivo Almeida e Ricardo Perrone

Do UOL, em Kazan (Rússia)

06/07/2018 16h53

Pouco brilho, muitas dores. Assim foi a Copa do Mundo de Neymar. E nesta sexta-feira (6), em Kazan, na eliminação em derrota por 2 a 1 para a Bélgica, não foi diferente. Com pancadas, incômodos e mancando algumas vezes, o atacante esteve apagado e não conseguiu puxar qualquer reação da seleção brasileira no adeus à Copa do Mundo da Rússia.

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O bom Mundial, com gols contra Costa Rica e México, além de uma atuação satisfatória contra a Sérvia, não foi brilhante para aquele que via o torneio como uma chance de, enfim, ser nomeado como o melhor do mundo.

Neutralizado pela marcação adversária, o craque nem de longe flertou com seus melhores dias. O primeiro tempo foi de um coadjuvante. Neymar só chamou a atenção ao deixar o campo para receber atendimento médico após pancada na canela esquerda.

Nos minutos iniciais, a única ação que preocupou a defesa belga. Ele tabelou com Gabriel Jesus pela esquerda, mas cruzou sem maior precisão. Pouco tempo depois, um chute de fora da área que acabou desviando na zaga e saindo pela linha de fundo. E foi só.

Fora isso, restaram um passe de calcanhar errado e uma queda na área aos 44 minutos minutos, quando pediu pênalti e foi ignorado pelo árbitro. Como a seleção, Neymar se mostrava apático após os dois gols da Bélgica.

Na volta do intervalo, nova cena de incômodo. Abaixado com a mão nas pernas, batia o pé no chão e mancava, isolado, enquanto a seleção marcava e tentava sair jogando. Minutos depois, uma leve tentativa de brilhar. Novamente sem sucesso. Dentro da área, foi bloqueado por marcadores e caiu. Sem falta.

A cena se repetia algumas vezes. Neymar tentava, buscava jogadas individuais, mas era parado pelos belgas. A apatia era total.

Com Neymar apagado, cabia aos reservas Douglas Costa, Roberto Firmino e Renato Augusto puxarem uma reação. Outro craque apareceu para ajudar: Philippe Coutinho. Ele achou Renato na área, que tocou de cabeça para diminuir.

A reação, enfim, se transformava em gol e pressão. E novamente sem Neymar. Pouco saía dos pés do camisa 10, que tentava buscar o jogo, mas errava passes fáceis e domínio de bola. Aos 45 minutos da etapa final, a última cena: uma queda na área após cruzamento e novo pedido de pênalti. Em vão.

Faltou o brilho de Neymar. E faltou também ao menos o gol de empate para levar o duelo para a prorrogação. Sobrou dor, um adeus melancólico da maior estrela e uma eliminação precoce na Rússia.

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