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Prata em Olimpíada, Rafael alerta para 'caneludo' Chicharito e cobra Neymar

Lateral foi titular na final masculina do futebol na Olimpíada de 2012, em Londres; na ocasião, México bateu o Brasil - Jamie McDonald - FIFA/FIFA via Getty Images
Lateral foi titular na final masculina do futebol na Olimpíada de 2012, em Londres; na ocasião, México bateu o Brasil Imagem: Jamie McDonald - FIFA/FIFA via Getty Images

Do UOL, em São Paulo

29/06/2018 16h43

Classificação e Jogos

Rival do Brasil nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2018, na Rússia, o México foi o algoz da seleção na final masculina de futebol dos Jogos Olímpicos de 2012, em Londres. Na ocasião, o Brasil buscava a então inédita medalha de ouro, mas perdeu por 2 a 1.

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Do lado brasileiro, três nomes que estavam em campo poderão jogar na segunda-feira (2), em Samara: o zagueiro Thiago Silva, o lateral esquerdo Marcelo e o atacante Neymar. Do lado mexicano, Jesús Corona, Héctor Herrera, Marco Fabián, Oribe Peralta, Javier Aquino e Raúl Jimenez entraram em naquela decisão e foram convocados para a Copa de 2018.

O lateral direito Rafael era titular da equipe comandada por Mano Menezes, mas perdeu espaço após a Olimpíada. Hoje no Lyon, o jogador alerta para os perigos que o Brasil pode enfrentar no jogo diante do México.

O principal, no ponto de vista dele, não esteve em campo naquela ocasião: Chicharito Hernández, que ficou fora da Olimpíada. Os dois foram companheiros no Manchester United entre 2010 e 2015.

“Chicharito é tipo um deus no México. E ele nem está para o México como o (Cristiano) Ronaldo está para a seleção de Portugal. Acho que tem a família dele – o avô jogou uma Copa, o pai jogou uma Copa”, diz Rafael em entrevista publicada nesta sexta-feira pelo canal Segue o Baile, no YouTube. O pai de Chicharito, Javier ‘Chicharo’ Hernández, defendeu o México na Copa de 1986; já o avô materno, Tomás Balcázar, era o camisa 10 mexicano na Copa de 1954.

Em sua análise, Rafael vê o atual astro mexicano como um perigo – mais pela vontade do que pela técnica nas finalizações. “O Chicharito é caneludo. Não é fama. Se eu falar, ele vai rir. Ele corre muito bem, é inteligente”, completou.

Críticas a choro e a quedas de Neymar

Do lado do Brasil, Rafael faz uma crítica específica ao técnico Tite por causa do rodízio de capitães da seleção brasileira. Para o camisa 4 do Lyon, seria melhor apostar em uma liderança do elenco e dar a ele a braçadeira durante toda a Copa do Mundo.

“Eu entendo o Tite, é um cara inteligente. Mas eu não concordo”, diz o jogador, que aponta Thiago Silva e Marcelo como potenciais donos da braçadeira. “Não dizendo que o Miranda (capitão contra a Sérvia) não é um cara experiente. Mas o Thiago Silva e o Marcelo têm uma liderança”, explica.

Mas nem mesmo Thiago Silva escapa das críticas, especialmente por conta do choro em campo nas oitavas de final da Copa de 2014 diante do Chile. A mesma cobrança, por sinal, foi feita a Neymar pelas lágrimas após a vitória sobre a Costa Rica na segunda rodada da fase de grupos em 2018.

“Acho que ele (Thiago Silva) é um líder, mas acho que ter chorado antes do pênalti, isso eu não concordo. Como o Neymar ter chorado agora: eu entendo o desabafo dele, mas chora no vestiário. Entendo que, às vezes, tu não consegue. Eu, no meu caso, choraria no vestiário”, disse.

Neymar ainda recebeu um puxão de orelha a mais. Em sua entrevista, Rafael pediu para que o camisa 10 caia menos em campo, citando o pênalti marcado (depois cancelado) contra a própria Costa Rica. Segundo Rafael, “não precisava cair daquele jeito”.

“Acho que ele tem isso. Tem que melhorar ele próprio. Acho que ele tem que esquecer um pouquinho o árbitro. Às vezes, em alguns momentos. Cair menos”, analisou o lateral formado pelo Fluminense. “Acho que ele é um cara caçado em campo, com certeza, mas tem momentos em que dá para ele buscar ficar em pé”, acrescentou.

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