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Rodrigo Mattos

REPORTAGEM

Texto que relata acontecimentos, baseado em fatos e dados observados ou verificados diretamente pelo jornalista ou obtidos pelo acesso a fontes jornalísticas reconhecidas e confiáveis.

Plano do Flamengo com time português inclui atuar na gestão e meta europeia

Landim, presidente do Flamengo - Marcelo Cortes / Flamengo
Landim, presidente do Flamengo Imagem: Marcelo Cortes / Flamengo
Rodrigo Mattos

Nascido no Rio de Janeiro, em 1977, Rodrigo Mattos estudou jornalismo na UFRJ e Iniciou a carreira na sucursal carioca de ?O Estado de S. Paulo? em 1999, já como repórter de Esporte. De lá, foi em 2001 para o diário Lance!, onde atuou como repórter e editor da coluna De Prima. Mudou-se para São Paulo para trabalhar na Folha de S. Paulo, de 2005 a 2012, ano em que se transferiu para o UOL. Juntamente com equipe da Folha, ganhou o Grande Prêmio Esso de Jornalismo 2012 e o Prêmio Embratel de Reportagem Esportiva 2012. Cobriu quatro Copas do Mundo e duas Olimpíadas.

20/10/2021 04h00

Com Igor Siqueira

O plano do Flamengo de ter um clube em Portugal inclui a fundação de uma empresa internacional, atuação na gestão e metas esportivas nas competições europeias. Esses detalhes já foram apresentados ao Conselho de Administração em informação à qual o blog teve acesso. Ainda não há um contrato e o projeto ainda está em fase de captação de investimentos.

Quem toca o projeto é a consultoria "Win The Game" e o banco BTG. Foram as empresas que fizeram o plano, apresentado ao órgão de poder do clube. Em paralelo, há negociações com um clube português, o Tondella.

O plano prevê que seja criado o Clube de Regatas Internacional, em uma offshore, para gestão da marca do Flamengo internacionalmente. A empresa teria como único dono o próprio clube associativo.

Essa empresa cederia os direitos de uso da marca apenas para Portugal a uma segunda empresa, fundada junta com os investidores captados. Pelos documentos, os investidores deveriam ter 60 a 65% da empresa em Portugal, e o Flamengo 35% a 40%. Isso vai depender de uma avaliação da EY.

A partir daí, é traçado um plano em cinco pontos: 1) O Flamengo tem a expertise de usar o capital para investir em jogadores e estrutura 2) Isso iria melhorar os resultados esportivos em competições europeias 3) Haveria um aumento de prêmios e mais exposição de atletas e patrocínios, gerando mais receita 4) o valor do clube cresce 5) Há geração de liquidez para o investidor e uma nova onda de investimento

O plano é feito para 10 anos. Pelas metas propostas, o clube chegaria à Conference League em dois anos. Com quatro anos, iria obter uma vaga na Europa League. Por fim, o objetivo é atingir a Champions em um prazo de sete a oito anos. Há a análise que Portugal conta com quatro times que têm ocupado as vagas europeias, deixando duas livres. A partir da chegada à Europa League, seria necessário novo investimento, com os donos do capital inicial ou novos.

"O investimento necessário para adquirir um clube de meio de tabela e levá-lo para uma competição europeia é bem mais baixo do que o investimento nas cinco maiores ligas, mas isso está mudando", diz o documento, que cita a oportunidade de negócio.

Além de ceder a marca, o Flamengo iria ter três papéis no desenvolvimento do projeto esportivo: 1) financeiro, com orçamento e aprovação de financiamento 2) seleção e formação de profissionais para divisão de base, e desenvolvimento da estrutura esportiva 3) desenvolvimento de marca, negociações conjuntas de patrocínio.

Ou seja, além da marca, o clube carioca teria de levar sua expertise para Portugal para o crescimento do clube do qual será dono. O Flamengo, portanto, aposta que sua fórmula vencedora no Brasil pode ser replicada em Portugal.