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REPORTAGEM

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Para direção do SPFC, atletas não assimilavam mais as orientações de Crespo

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Ricardo Perrone é formado em jornalismo pela PUC-SP, em 1991, cobriu como enviado quatro Copas do Mundo, entre 2006 e 2018. Iniciou a carreira nas redações dos jornais Gazeta de Pinheiros e A Gazeta Esportiva, além de atuar como repórter esportivo da Rádio ABC, de Santo André. De 1993 a 1997, foi repórter da Folha Ribeirão, de onde saiu para trabalhar na editoria de esporte do jornal Notícias Populares. Em 2000, transferiu-se para a Folha de S.Paulo. Foi repórter da editoria de esporte e editor da coluna Painel FC. Entre maio de 2009 e agosto de 2010 foi um dos editores da Revista Placar.

15/10/2021 04h00

Com Brunno Carvalho, do UOL, em São Paulo

A direção do São Paulo tem uma coleção de críticas para justificar a saída de Hernán Crespo. Mesmo assim, o sentimento da cúpula do clube do Morumbi é de que o argentino deixou a porta aberta e pode retornar ao Tricolor um dia.

Existe reconhecimento pelo trabalho feito pelo treinador na conquista do Campeonato Paulista e há o entendimento de que ele deve evoluir mais profissionalmente.

Porém, a conclusão foi de que Crespo não demonstrava capacidade para superar uma série de problemas.

Nesse cenário, sua demissão foi cogitada antes do empate com o Santos, após empates com América-MG, Atlético-MG e Chapecoense, mas ele ganhou sobrevida. Pesou o desejo da direção de interromper a rotina do clube de constantes trocas de treinadores.

Em seguida, os cartolas entenderam que o time reagiu no clássico. Tiveram esperança na recuperação da equipe no Brasileirão e mantiveram o técnico.

Só que veio o empate com o Cuiabá, que consolidou a ideia de que Crespo não demonstrava ter força para reagir. Ficou decidido que ele não continuaria. Porém, segundo o clube, a saída foi definida em comum acordo.

Além da queda de desempenho nos jogos, a direção avaliou que a qualidade dos treinos da equipe havia caído.

Também foi feita a análise de que os jogadores já não assimilavam as orientações de Crespo. Ele não estaria conseguindo transmitir o que queria.

Apesar de não ser considerado o problema principal, a preparação física do time ajudou a formar o cenário que provocou a queda de Crespo.

O trabalho de Alejandro Kohan, preparador físico levado ao clube por Crespo, não vinha agradando. Sua demissão, isoladamente, foi ventilada, mas não concretizada.

Em pelo menos uma reunião, a direção falou com Crespo sobre a insatisfação com a forma como a preparação física dos jogadores estava sendo conduzida. Numa das conversas entre a diretoria e o treinador, ficou decidido que o Crespo assumiria mais o protagonismo e delegaria menos tarefas para seus auxiliares.

A cúpula tricolor se convenceu de vez que havia chegado o fim da linha para Crespo e seus companheiros quando Muricy Ramalho, coordenador de futebol, também concluiu que era a hora de trocar a comissão técnica.

Crespo não respondeu à mensagem enviada pelo blog para seu celular sobre as críticas feitas pela diretoria ao seu trabalho.