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Menon

OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

A destruição do seu, meu, nosso Pacaembu é a falência do Poder Público

Arquibancadas destruídas do Pacaembu - Reprodução/Instagram
Arquibancadas destruídas do Pacaembu Imagem: Reprodução/Instagram
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Menon

Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

13/05/2022 11h36Atualizada em 13/05/2022 12h59

Gramado asfaltado e arquibancadas destruídas. As imagens da destruição do Pacaembu são revoltantes.

Eu vi um vídeo que mostra como o estádio ficará depois de as obras construídas. Muito bonito. E daí?

É uma narrativa que tentam fazer prevalecer. Falam em reforma, dizem que vai ficar lindo....Uma tentativa de mascarar a verdade: o Poder Público, incompetente para gerir um equipamento maravilhoso, vende para a iniciativa privada.

Vai ficar lindo, mas não será da população. Ela terá de pagar. E caro, tenho certeza.

O argumento para a privatização é de que o Pacaembu não dá lucro. Pior, dá prejuízo.

Dois pontos:

1) Precisa dar lucro? Tudo precisa dar lucro? O Pacaembu poderia ser usado pela população, com torneios de várzea organizados pela prefeitura, campeonatos de rugby, futebol americano e ser palco de finais dos Jogos da Cidade. Nem sei se existe Jogos da Cidade, mas deveria existir. Jogos entre colégios e também entre faculdades.

Poderia haver uma final de vôlei entre Tatuapé e Ipiranga? Lembram do Brasil x Rússia no Maracanã?

2) É possível ter lucro com o Pacaembu, mesmo sem futebol.

A prefeitura poderia fazer um acordo com os três grandes da capital para fazerem jogos de futebol feminino. E também das categorias de base. Seria um ponto de desenvolvimento para o futebol feminino.

Dá para ter um cardápio semanal de jogos atrativos: futebol feminino, futebol feminino de base e masculino de base, Campeonatos Paulista e Brasileiro.

Muitas outras ideias poderiam aparecer. É só ter vontade política.

Mas está em falta no mercado.