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OPINIÃO

Texto em que o autor apresenta e defende suas ideias e opiniões, a partir da interpretação de fatos e dados.

Menon: Veiga jogou muito mais que Everton Ribeiro

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Meu nome é Luis Augusto Símon e ganhei o apelido de Menon, ainda no antigo ginásio, em Aguaí. Sou engenheiro que nunca buscou o diploma e jornalista tardio. Também sou a prova viva que futebol não se aprende na escola, pois joguei diariamente, dos cinco aos 15 anos e nunca fui o penúltimo a ser escolhido no par ou ímpar. Aqui, no UOL, vou dar seguimento a uma carreira que se iniciou em 1988. com passagens pelo Trivela, Agora, Jornal da Tarde entre outros.

15/01/2022 17h09

Escrevi outro dia e repito: "seleção é momento" é apenas um clichê. O treinador da seleção tem seus conceitos que podem ser diferentes das ideias do treinador do clube. Não é porque um jogador está atuando mal ou, pior, na reserva do clube, que o treinador da seleção não pode chamá-lo. Ou estará errado em chamá-lo.

Coutinho é o exemplo mais recente. Tite o chamou, mesmo com seu fracasso no Barcelona. E ele estreou muito bem no Aston Villa.

É o mesmo com Everton Ribeiro. Tite acredita que ele possa voltar a jogar bem como em 2019. Ou no Cruzeiro de 2013/14. Será que joga?

Aí está o ponto. A dez meses da Copa, Tite aposta em recuperar um jogador que lhe deu pouco. Aposta em seus conceitos. Éverton se adapta ao seu modelo de jogo. Já foi assimilado pela "caixinha" de Tite.

Ele poderia pensar fora da caixinha um pouco. Raphael Veiga teve um ano excepcional. Foi o melhor jogador do Palmeiras campeão da Libertadores.

Com ele, a seleção jogaria muito mais? Seria uma certeza de passar pelas quartas-de-final? Teríamos um time melhor que o atual? Não sei. Não faço ideia.

Mas o Tite também não sabe. Poderia tentar. Fazer uma experiência. O Brasil já está classificado e ele poderia colocar Veiga em um jogo. E Everton Ribeiro em outro. Abrir a caixinha para novas possibilidades.

Veiga merece

Mas, Tite é Tite.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL